5 Intersecções na Coleção Cruise 2027 da Louis Vuitton

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Nicolas Ghesquière mostrou a coleção Cruise 2027 da Louis Vuitton em Nova York, dentro do museu The Frick Collection, na quarta-feira (20/05). Entre as galerias que exibem obras de artistas europeus – estão lá quadros do francês Jean-Honoré Fragonard e do holandês Johannes Vermeer, por exemplo -, o diretor criativo mostrou looks que exaltam a cultura pop em contraste com o luxo pop da LV. Keith Haring (1958-1990) embala essa história emprestando algumas de suas obras que, nas mãos de Ghesquière, se transformam em estampa.

Divulgação Peças com obras de Keith Haring

A coleção tem tudo a ver com o artista. O designer encontrou nos arquivos da maison uma mala dos anos 1930, de couro marrom, com uma interferência assinada por Haring. Bingo! A intersecção entre o clássico e o pop estava criada. Inspirado por esse achado, o diretor criativo construiu um jogo de opostos, em que NY e França se conectam nos mais diferentes espaços.

Pop X clássico

Divulgação Mistura do pop nova-iorquino e o clássico francês

A Louis Vuitton é geralmente descrita como uma marca clássica – um ícone da moda francesa. Já NY é famosa pela contemporaneidade, a reunião de múltiplas identidades e a fusão de referências. Ghesquière explora algo que aproxima esses dois elos: a capacidade de se comunicar por meio do que é pop – nos EUA, a cultura pop; na França, o luxo pop da LV.

NY X Paris

Divulgação Materiais do dia a dia compõem os looks do desfile

Materiais como jeans, malha e couro, tão presentes no dia a dia da mulher novaiorquina, ganham camadas de trabalho artesanal que exaltam o savoir-faire da moda francesa. Paetês criam efeito de renda, passamanarias desenham graffitis nas roupas. A intersecção se dá em outra frente também: instalado no Upper East Side, o museu The Frick guarda exemplares de arte decorativa francesa.

Contemporâneo X vintage

Divulgação Cores fortes foram destaque na coleção

Ghesquière retoma as cores fortes e acesas, trabalha as ombreiras, destaca elementos da cultura pop, estampa peças com obras de Keith Haring. Há referências de décadas passadas, com o olhar atual do designer.

O efêmero X o eterno

Divulgação Conjunto azul apresentado

Ainda que a moda se aproxime da arte, o sistema em que está inserida requer renovação constante, uma coleção após a outra. Não deixa de ser curioso desfilar a coleção cruise, criada para atender a um evento pontual no calendário – as férias de inverno em busca do verão -, no ambiente que guarda memórias de tempos longínquos…

França X Brasil

O modelo Alma, bolsa que a marca considera um dos símbolos da elegância francesa, ganha nesta coleção uma estampa especial: a da obra “Brazil”, criada por Haring em 1989. Dessa maneira, a expressão vibrante do fundo alaranjado concebido pelo artista é como um graffiti que toma conta das “paredes” da bolsa de design arquitetônico. E outra: as modelos brasileiras Ellen Borges, nascida em Aracaju (SE), e Larissa Moraes, de Salvador (BA), na foto que abre esta nota, brilharam no desfile – um show de craftsmanship que é a assinatura de Ghesquière!

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