Uma edição de “Superman nº 1”, de uma das primeiras histórias do Super-Homem, considerado um dos super-heróis pioneiros da era contemporânea, se tornou a revista em quadrinhos mais valiosa do mundo após ser vendida em um leilão por US$ 9,12 milhões (cerca de R$ 49 milhões).
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Segundo a BBC, três irmãos encontraram o artefato no último Natal, escondido sob uma pilha de jornais enquanto esvaziavam o sótão da mãe, na Califórnia, nos Estados Unidos.
O verdadeiro tesouro se tratava de uma das primeiras edições já publicadas do Superman: um exemplar de junho de 1939, em estado de conservação quase impecável.
Mais valiosa da história

A revista em quadrinho se tornou oficialmente a mais cara já vendida, alcançando US$ 9,12 milhões (R$ 49 milhões) em um leilão realizado na última quinta-feira (20) pela casa Heritage Auctions, no Texas (EUA). A empresa descreveu a revista como “o auge do colecionismo de HQ (história em quadrinho)”.
Ao todo, os irmãos descobriram seis revistas, incluindo Superman #1, dentro de uma caixa de papelão cercada por teias de aranha. Eles aguardaram alguns meses antes de procurar a casa de leilões, que enviou o vice-presidente a São Francisco poucos dias após o contato.
Os três, que preferiram não se identificar, têm entre 50 e 60 anos. “A mãe deles sempre dizia que tinha uma coleção valiosa de quadrinhos, mas nunca mostrou”, contou o representante do leilão à BBC.
Mãe colecionadora
A mãe dos três guardava as histórias em quadrinhos desde a juventude, quando ela e o irmão os compraram entre a Grande Depressão dos EUA e o início da Segunda Guerra Mundial, período que vai de 1929 a 1939.
Segundo o jornal, o clima mais frio do norte da Califórnia ajudou a conservar o material. A boa conservação permitiu que o serviço de avaliação CGC atribuísse nota 9,0 ao exemplar, superando o recorde anterior, de 8,5.
Com a nota e o preço final de mais de US$ 9 milhões, a HQ ultrapassou com margem o antigo recorde, da Action Comics #1 de 1938 (primeira aparição do Superman), vendida por US$ 6 milhões (R$ 32,3 milhões) no ano passado.
Caixa esquecida
Em um comunicado, o irmão mais novo explicou que a caixa havia ficado esquecida no fundo do sótão por décadas, deixada de lado ao longo dos anos por causa de perdas, mudanças e das demandas do cotidiano.
Ele afirmou ainda que o achado não representa apenas um item de coleção, mas um símbolo de memória e família, um exemplo de como o passado pode ressurgir de maneira inesperada.
















