Tesouro Nacional veta empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios

Trabalhadores dos Correios: estatal busca plano de reestruturaçãoFernando Frazão/Agência Brasil

Os Correios suspenderam a negociação de um empréstimo de R$ 20 bilhões depois que o Tesouro Nacional vetou, nesta terça-feira (2), a proposta do consórcio de bancos para o aporte e se recusou a conceder aval à operação.

A diretoria da estatal foi informado de que o Tesouro não aceitaria uma taxa superior a 120% do CDI, parâmetro utilizado em operações com garantia da União.

A proposta feita pelo conjunto de bancos públicos e privados que devem contratar o empréstimo, formando pelo BTG Pactual, Banco do Brasil, Citibank, ABC Brasil e Safra, previa juros próximos de 136% do CDI.

Ou seja, juros acima do limite aceito pelo Tesouro Nacional.

Embora o Conselho de Administração dos Correios tenha aprovado a contratação no último sábado (29), a estatal já havia alertado funcionários de que as condições financeiras ainda estavam em discussão com as instituições envolvidas.

Por meio de nota encaminhada ao Portal iG, a estatal afirmou que “a operação de crédito em negociação no valor de R$ 20 bilhões depende de autorização do Tesouro Nacional – que não permitiu contratações com juros acima do limite definido para operações com garantia da União”.

“A Diretoria Executiva dos Correios segue trabalhando, em conjunto com os ministérios, na avaliação de alternativas que reforcem a liquidez imediata da empresa, assegurando o andamento das iniciativas necessárias para a recuperação financeira da estatal”, conclui, na nota.

A contratação do empréstimo de R$ 20 bilhões é a estratégia principal da empresa para viabilizar seu plano de reestruturação anunciada no mês passado.

Com a reestruturação, a meta é estabilizar as contas.

Leia mais: Com aporte aprovado, veja como será a reestruturação dos Correios

Dividido em três fases, o plano prevê, ainda neste ano de 2025, a recuperação financeira com regularização de pagamentos e revisão de contratos; a implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e ajustes no plano de saúde dos funcionários. Está é a primeira fase.

Na segunda etapa, constam, entre outras questões, o fechamento de até 1 mil agências deficitárias e a venda de imóveis considerados ociosos, com previsão de arrecadar até R$ 1,5 bilhão.

A terceira fase visa a retomada do crescimento dos Correios.

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