Roberto Cabrini passou quatro dias em Caracas para cobrir a prisão de Nicolás Maduro e relatou as dificuldades enfrentadas durante a estadia na Venezuela. A reportagem especial foi exibida no Domingo Espetacular, da Record, no último domingo (11), e mostrou bastidores de uma cobertura marcada por tensão, censura e risco constante para profissionais da imprensa.
O jornalista revelou que precisou apagar as imagens registradas no celular por segurança. “A gente gravava com celular da forma mais discreta que podíamos, enviava estas imagens e imediatamente apagava, e não era só apagar da primeira memória do celular. Apagava de todos os compartimentos dos nossos aparelhos, por uma questão de segurança”, explicou Roberto Cabrini.
Caracas militarizada
O apresentador contou com uma rede de contatos para conseguir entrar no país e documentar os efeitos da operação dos Estados Unidos contra o governo venezuelano. Durante a cobertura, o jornalista enfrentou uma Caracas completamente militarizada.
“Depois das 17h era praticamente impossível sair às ruas. O tempo todo a gente se concentrava na movimentação do serviço de inteligência que estava destacado para localizar jornalistas”, afirmou Roberto Cabrini. A repressão à imprensa tem sido denunciada por entidades locais, como o Sindicato de Trabalhadores de Imprensa da Venezuela, que reportou a detenção de 22 profissionais.














