O jornalista Roberto Cabrini passou quatro dias na Venezuela, sob clima de tensão, riscos e repressão à imprensa, como relatado na coluna de Gabriel de Oliveira.
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Cabrini foi o único jornalista brasileiro a conseguir entrar no país após a prisão do ditador Nicolás Maduro, ocorrida em três de janeiro.
De acordo com Gabriel de Oliveira, o apresentador recebeu auxílio de uma rede de contatos para conseguir entrar no país, com o objetivo de documentar as consequências da operação dos Estados Unidos contra o governo Venezuelano.
No local, o jornalista enfrentou dificuldades para registrar a situação atual da Venezuela. Segundo ele, durante a cobertura, era necessário apagar as gravações do celular para evitar represálias das autoridades locais.
“A gente gravava com celular da forma mais discreta que podíamos, enviava estas imagens e imediatamente apagava, e não era só apagar da primeira memória do celular. Apagava de todos os compartimentos dos nossos aparelhos, por uma questão de segurança”, explicou o apresentador.
Apesar das dificuldades, Roberto Cabrini conseguiu mostrar os alvos militares que foram atingidos pelos bombardeios dos Estados Unidos, os efeitos colaterais na população civil e uma Caracas totalmente militarizada.
A reportagem com o conteúdo documentado por Roberto Cabrini em sua estadia na Venezuela foi ao ar no último domingo (11), no Domingo Espetacular, da Record.
Ações contra a imprensa têm sido denunciadas o país. O Sindicato de Trabalhadores de Imprensa da Venezuela, que reportou a detenção de 22 profissionais da comunicação.















