‘Irã está no fim da fila’, diz Alckmin ao comentar ameaça de Trump de taxar parceiros comerciais’

Foto: Agência Brasil

A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã ainda não se traduziu em uma medida concreta e, neste momento, não representa impacto direto para o Brasil. A avaliação é do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

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Segundo Alckmin, não há até agora uma ordem executiva formal por parte do governo norte-americano, o que impede qualquer avaliação definitiva sobre o alcance da possível taxação.

“Não saiu a ordem executiva. Não sabemos se esses 25% seriam para tudo, para alguns produtos ou que tipo de comércio seria considerado”, afirmou.

Irã tem peso limitado no comércio exterior brasileiro

De acordo com o ministro, o Irã ocupa posição marginal no comércio exterior do Brasil, sem relevância estratégica para as exportações brasileiras.

“O Irã está lá no fim da fila. Não tem grande relevância. O Brasil, inclusive, vende muito mais para eles do que compra”, destacou.

Alckmin lembrou ainda que diversos países mantêm relações comerciais com o Irã, inclusive nações europeias como a Alemanha, o que reforça a incerteza sobre o eventual alcance de uma medida por parte dos Estados Unidos.

Itamaraty acompanha o tema

Sobre a possível taxação relacionada ao Irã, Alckmin afirmou que o assunto está sendo acompanhado pelo Itamaraty, sob a condução do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

“Quem tem acompanhado esse trabalho é o Itamaraty. No que depender de nós, é derrubar barreiras e ampliar o comércio internacional”, disse o vice-presidente.

Enquanto não há uma decisão formal do governo norte-americano, o Brasil mantém a avaliação de que o risco é limitado e segue apostando na diplomacia e na negociação para preservar seus interesses comerciais.

Relação com os EUA é estratégica

Apesar do cenário de incerteza envolvendo o Irã, Alckmin ressaltou que os Estados Unidos seguem como parceiro estratégico do Brasil, especialmente para produtos de maior valor agregado.

Atualmente, os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia, e à frente da Argentina. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40 bilhões para o mercado norte-americano, o equivalente a 12% das exportações brasileiras.

“É para onde exportamos manufatura: aviões, motores, máquinas, automóveis. Para a China, exportamos mais commodities”, explicou.

Tarifaço já foi parcialmente reduzido

O ministro também comentou o chamado “tarifaço” anunciado anteriormente pelo governo norte-americano, que previa sobretaxas combinadas de 10% + 40% sobre produtos brasileiros. Segundo Alckmin, o Brasil optou pela via do diálogo e da negociação, orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Quando saiu a primeira ordem, 37% dos produtos estavam sujeitos à tarifa. Hoje, esse percentual caiu para 19%”, afirmou.

Entre os produtos já retirados da sobretaxa estão café, carne, frutas, suco de laranja, aviões e alguns itens de madeira. O governo brasileiro segue negociando para reduzir ainda mais a lista.

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