FGC inicia ressarcimento a credores do Banco Master neste sábado

Pedidos de ressarcimento podem ser feitos pelo app ou site do FGCReprodução/redes sociais

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou que iniciou, neste sábado (17), o recebimento de pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

As solicitações para pessoas físicas devem ser feitas diretamente pelo aplicativo do FGC, e no caso de empresas, o pedido precisa ser feito pelo site.

O Presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou que após concluída a fase de solicitação, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis e destacou o trabalho incansável da equipe.

“A partir deste momento os credores já podem dar continuidade ao processo de solicitação da garantia utilizando o aplicativo do FGC. Concluída esta fase, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade. A equipe do liquidante do banco Master, com apoio do time do FGC, trabalhou incansavelmente, dias, noites e finais de semana, para gerar os arquivos no menor tempo possível”, ressaltou.

Tentativa de golpes

O FGC alertou os usuários para possíveis tentativas de golpes envolvendo o pagamento de garantia, e destacou os canais oficiais de atendimento e informações que são o aplicativo do FGC, telefone, e-mail e redes sociais.

“O FGC não cobra nenhum tipo de taxa para efetuar o pagamento da garantia, não antecipa, não transfere créditos garantidos e não utiliza intermediários. Nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS”, informou Daniel Lima, do FGC.

Segundo o presidente do FGC, é importante que as pessoas estejam atentas para não serem enganadas e não virarem “alvo de criminosos”.

Compromisso com o pagamento

De acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o número de credores com direito à garantia, inicialmente projetado em 1,6 milhão, foi revisado para cerca de 800 mil. Já o montante total destinado ao pagamento das garantias também foi ajustado, passando de uma estimativa de R$ 41,3 bilhões para R$ 40,6 bilhões.

O FGC informou ainda que dispõe de R$ 125 bilhões em liquidez, com base em dados de novembro de 2025, valor considerado suficiente para honrar os ressarcimentos previstos.

Quem tem cobertura do FGC?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege os saldos de correntistas e investidores em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

Para investidores, a cobertura depende do tipo de aplicação. Estão protegidos pelo FGC:

– CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);

– Letra de Crédito Imobiliário (LCI);

– Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

O FGC só é acionado quando ocorre intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. O valor a ser pago inclui o montante investido mais os rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitado o limite de R$ 250 mil.

Exemplo: Quem tinha R$ 180 mil aplicados e R$ 100 mil em rendimentos acumulados poderá receber até R$ 250 mil pelo FGC. O valor que ultrapassar esse teto deverá ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo Banco Central.

Quem não tem cobertura do FGC?

Não estão protegidos pelo FGC os investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como:

– Debêntures;

– Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs);

– Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs);

– Fundos de investimento;

– Títulos emitidos fora do sistema de proteção.

Nessas situações, não há ressarcimento automático. Todo o valor investido entra na fila da liquidação da instituição e só poderá ser recuperado caso existam recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias.

Caso Banco Master

A instituição controlada por Daniel Vorcaro teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025. A decisão veio após o agravamento da situação financeira do banco, que já operava sob elevado risco de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação de recursos e por uma carteira concentrada em operações consideradas de maior risco.

Nos meses que antecederam a intervenção, o banco tentou alternativas para evitar a liquidação, incluindo negociações para venda do controle. A principal delas envolveu uma proposta do Banco de Brasília (BRB), que acabou não avançando. As tratativas foram interrompidas em meio a questionamentos de órgãos de controle, críticas à falta de transparência, pressões políticas e citações do Banco Master em apurações e investigações em curso, o que aumentou a resistência do mercado a qualquer solução privada.

O alerta entre investidores se intensificou quando a instituição passou a ofertar produtos financeiros com taxas de retorno muito acima da média do mercado, estratégia vista como tentativa de reforçar o caixa em um momento de deterioração financeira. Entre esses produtos, destacavam-se os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que se tornaram o principal instrumento de captação do banco.

Com a liquidação decretada, o Banco Central assumiu a condução do processo, e os credores passaram a depender das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — no caso dos produtos cobertos — e da ordem legal de pagamento na liquidação para tentar recuperar os valores investidos.

Aplicativo do FGC

Usuários reclamam de instabilidade no aplicativo e dificuldades para acessar a aba de ressarcimento do pagamento de garantia. O órgão ainda não se pronunciou sobre as intercorrências do sistema. 

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