
O mercado brasileiro de soja registrou pouca movimentação nesta terça-feira (2), com preços entre estáveis e mais altos na maior parte das regiões acompanhadas. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a mudança de mês contribuiu para sustentar as cotações, mesmo diante da queda dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago ao longo do dia.
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A desvalorização no mercado internacional limitou uma valorização mais consistente da commodity no Brasil, mas não impediu ajustes positivos em diversas praças. Apesar disso, o volume de negócios permaneceu reduzido.
De acordo com Silveira, os produtores continuam buscando preços mais atrativos para fechar negócios. O spread entre as indicações de compra e venda segue elevado, dificultando a convergência entre as partes e contribuindo para um ritmo mais lento de comercialização.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 120,50 para R$ 121,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 114,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 112,00 para R$ 113,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), atingindo os menores níveis em dois meses. O movimento foi provocado pelas perspectivas de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, levando investidores a revisarem o potencial produtivo da safra norte-americana.
Além disso, a ampla oferta global da commodity e a demanda mais fraca da China pelo produto americano estimularam vendas técnicas e liquidação de posições por fundos e especuladores.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o plantio da soja alcançou 87% da área projetada até 31 de maio. O índice supera os 83% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 80%.
O USDA também divulgou que 66% das lavouras estão em condição boa ou excelente, 29% em condição regular e apenas 5% em situação ruim ou muito ruim.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja com entrega em julho fecharam cotados a US$ 11,65 1/4 por bushel, queda de 15,50 centavos de dólar ou 1,31%. A posição agosto encerrou a US$ 11,69 por bushel, recuo de 16 centavos ou 1,35%.
Entre os derivados, o farelo de soja para julho fechou a US$ 326,20 por tonelada, baixa de US$ 0,30. Já o óleo de soja para julho terminou cotado a 78,41 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,68 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,22%, cotado a R$ 5,0098 para venda e R$ 5,0078 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 4,9992 e R$ 5,0217.
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