Ana Castela sem dúvidas tem uma personalidade tão forte ou mais do que Ivete Sangalo ou Simone. Os ombros altivos são o perfil imediato que se nota nela. As tatuagens do braço direito demonstram a ostentação da personalidade. Com certeza ela não se arrepende de ter as tatuagens que tem. Sua cintura esguia marca uma presença na harmonia com todo o corpo. A maneira de olhar firme e decidida. Às vezes um pouco preocupada em esconder tudo que ela pensa e não demonstrar muitas coisas que sente. Ela gosta de ser chamada de boiadeira. A boiadeira é a força de dentro dela, como se ela tivesse a força física de segurar um boi pelas unhas. A própria decoração de sua casa, onde pedras e madeiras são uma marca. Em uma decoração de casa, pedras e madeiras são mais a reflexão masculina do lado da pessoa que definiu e desejou esta decoração.

Recentemente conheci no Jardim América, uma casa toda com personalidade lineada em madeira e pedras, onde a dona da casa me contou que pediu ao arquiteto para que criasse aquele ambiente na casa para que ela sentisse na casa o respaldo de seu lado masculino. A casa e as roupas das pessoas mostram muitas vezes alguma coisa que as pessoas escondem até delas mesmas.
Ana Castela está ainda amadurecendo sua postura de palco e seu jeito de cantar. Isso é natural e vimos isto em grandes cantoras como Elis Regina, Maria Betânia, Ivete Sangalo, Maysa e Simone. Quem conheceu essas cantoras em seus inícios e as encontra hoje, entende a diferença de postura de palco. Ana tem um lado agressivo de interpretar que continua para se revelar. Ela tem dentro dela algo que ainda não deixou sair que é a maturidade de Ney Matogrosso. É a diferença de jogar a voz longe e postar a voz em cena. Quando o artista sabe postar a voz em cena, esta voz tem a mesma força com uma diferença.
Quando a voz é postada ao invés de jogada, ela se faz macia, mas com uma força e contundência grandiosa. Tem tempo ainda para que Ana Castela atinja a etapa de postar a voz. Mas ela tem que deixar a sua personalidade dizer a que veio. E permitir que a personalidade tenha vida própria. Tanto no palco quanto na sua vida


















