Enquanto muitas mulheres tiram os anéis para lavar a louça, Aryna Sabalenka entrou em quadra usando um colar de várias voltas e mais de 200 quilates em pedras preciosas.
Os críticos continuam criticando, e Aryna continua vencendo.
Às vezes, a gente nem sabe se presta mais atenção no jogo ou no brilho do pescoço dela. Quando se é Aryna Sabalenka, até a paleta de cores carrega conceitos especiais.
Teve até repórter que perguntou se não era difícil jogar naquele calor com tantas pedras preciosas no pescoço. Aryna apenas riu.
A tenista já declarou que ama jogar bem vestida, e isso inclui suas joias. Ela parece dançar em uma coreografia perfeitamente desenhada até mesmo dentro das quadras. E essa música nem sempre precisa existir de fato. Muitas vezes, parece vir de dentro dela, das suas fantasias, da sua própria energia.
Aryna é movimento. Aryna é intensidade. Aryna é a personalidade vivendo sem pedir licença.
Ela já disse, certa vez, que jogar é mais importante do que vencer. Mas entrega a própria alma pela vitória. Aryna ama vencer. Aryna ama viver.
As joias que usa no pescoço valem mais do que muitos prêmios distribuídos no tênis profissional. E ela, com toda a sua classe e personalidade, segue avançando em Roland Garros como se estivesse jogando no quintal de casa.

E vamos combinar: a casa onde Aryna viver no futuro certamente terá uma quadra de saibro, superfície que ela tanto ama. E o marido, provavelmente, terá que encarar partidas diárias contra ela.
Mas, fora das quadras, Aryna talvez queira apenas aquilo que todo ser humano procura: alguém que seja porto seguro.
Porque a carência dela não é diferente da carência de qualquer pessoa. No fundo, todos buscamos acolhimento, pertencimento e um lugar onde possamos simplesmente existir em paz.
A vida é assim. E, no recôndito mais silencioso de cada um, talvez todos sintam exatamente a mesma coisa.







