O Ibovespa encerrou a quarta-feira (21) em alta expressiva, marcando o segundo dia consecutivo de recordes.
O principal indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na bolsa de valores do Brasil (B3) ganhou mais de 5,5 mil pontos, saltando de 166.276,80 para 171.816,67 pontos; uma alta de 3,33%.
O volume financeiro atingiu R$39,84 bilhões, superando a média anual de R$28,99 bilhões.
Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho positivo, acompanhando a alta do Ibovespa. O Itaú (ITUB4) liderou os ganhos, com alta de 4,38%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 3,99%. O Bradesco (BBDC4) subiu 3,08%, enquanto o Santander (SANB11) teve valorização de 1,68%.
Já o dólar à vista fechou em R$ 5,3208, com queda de 1,11%.
Os fatores geopolíticos nos Estados Unidos e Europa, além da acomodação dos rendimentos dos títulos japoneses (JGBs), que ajudou a aliviar a pressão sobre as curvas de juros globais, deram fôlego ao real ante o dólar nesta quarta-feira.
Influências
No cenário doméstico, os investidores concentraram as atenções em novos desdobramentos do caso do banco Master, investigado por suspeitas de fraude financeira
O Banco Central (BC) decretou, nesta quinta-feira, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A.
O cenário eleitoral também influenciou. Mais cedo, a pesquisa AtlasIntel mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro deste ano, com chances inclusive de vencer já no primeiro turno, e mantém a liderança nas simulações de segundo turno.
Segundo o levantamento, os dois possíveis candidatos do campo bolsonarista — o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) registram desempenho idêntico contra o petista em um segundo turno.
No exterior, o dia foi marcado pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Davos. O que chamou a atenção do mercado e aumentou o apetite ao risco foi o tom mais moderado do republicano, que afirmou que “não usará a força” para tomar a Groenlândia.
Horas depois, Trump foi à sua rede social para anunciar que avanço de um acordo preliminar com a Otan envolvendo a Groenlândia.
Com isso, o presidente disse que não irá impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro contra aliados europeus que resistiam ao plano americano para a Groenlândia.














