Faltando menos de um mês para o desfile das escolas de samba, a Beija-Flor de Nilópolis reforça seu protagonismo ao investir em uma inovação que vem transformando os bastidores do Carnaval: a impressão 3D. A tecnologia já responde por cerca de 10% das alegorias que irão para a Avenida no Carnaval de 2026, utilizando plástico reciclável e processos mais eficientes.

Muito antes de a escola entrar na Marquês de Sapucaí, o trabalho começa no barracão, onde tradição e inovação caminham juntas. Desenhos e imagens de referência ganham forma no computador e, camada por camada, se transformam em peças tridimensionais que integram carros alegóricos e esculturas, reduzindo o tempo de produção e o impacto ambiental.

Segundo o engenheiro Luiz Lolli, responsável técnico pelo processo, a experiência com a impressão 3D tem sido extremamente positiva e confirma o potencial da tecnologia no Carnaval.
“Tem sido muito gratificante. A gente tem conseguido ótimos resultados, principalmente em termos de acelerar a produção e produzir com qualidade. Pelos resultados que estamos tendo, com certeza é uma tecnologia que veio para ficar”, afirma.
A Beija-Flor é a primeira escola de samba do Rio de Janeiro a utilizar a impressão 3D em larga escala, consolidando-se como referência em inovação no Carnaval carioca.

Bembé
A Beija-Flor de Nilópolis leva para o Carnaval 2026 o enredo “Bembé”, em homenagem à única festa de terreiro reconhecida como patrimônio cultural brasileiro, realizada em 13 de maio, em Santo Amaro, na Bahia. O samba, construído a partir da união de diferentes obras, exalta a fé, a ancestralidade e a resistência do povo de terreiro.

Confira a letra abaixo do samba para 2026:
Compositores: Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso
Não me peça pra calar minha verdade Pois a nossa liberdade não depende de papel Em Santo Amaro, todo treze de maio Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu
Ê ê… João de Obá, griô sagrado Ê ê… herança viva no mercado Cantando, saudamos a nossa fé Às nações do candomblé
É sagrado o respeito! Ressoa no coro o axé funfun Não tememos ataque algum A rua ocupamos por direito
Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, saraiéié!
Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro
O povo gira no xirê, a celebrar… O axé se espalha em cada canto, em cada olhar Transborda magia no toque do tambor Às Yabás, o balaio e o amor…
Yemanjá alodê no mar (no mar) É d’Oxum toda beleza do ibá É reza no corpo, é dança na alma A rosa, a palma, o Omolucum…
É Dona Canô de todo recanto Evoco a Baixada de Todos os Santos! Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba!
Deixa girar que a rua virou bembé Deixa girar que a rua virou bembé
O meu egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, Alafiá!













