Atores processam Globo por reprises de novelas no Globoplay

Atores e atrizes processam a Globo por suposta falta de pagamento por reprises de novelasReprodução/Internet

A Globo está sendo acionada judicialmente por atores e atrizes de seu antigo elenco por causa da reprise de novelas e programas antigos no Globoplay, sua plataforma de streaming. Os artistas alegam que não estão recebendo os valores devidos pela reutilização de suas obras, o que configura um possível descumprimento contratual.

A movimentação judicial envolve nomes como Victor Fasano e Maria Zilda Bethlem. Segundo a Folha de S.Paulo, pelo menos três casos vieram à tona no último ano, e a tendência é de que outras ações semelhantes sejam protocoladas.

Victor Fasano, conhecido por papéis em novelas como Barriga de Aluguel (1990) e Caminho das Índias (2009). Suas obras foram reprisadas tanto na TV por assinatura quanto disponibilizadas no catálogo da plataforma digital. O processo de Fasano contra a Globo é focado especificamente na novela O Clone (2001). Conforme os documentos, o ator alega ter recebido quantias baixas pela inclusão da trama no streaming e, por isso, solicitou uma revisão contratual. A Justiça do Rio de Janeiro já notificou a emissora, que agora deve apresentar sua defesa no caso que tramita nos tribunais. Procurada para comentar o assunto, a Globo informou que não comenta processos judiciais em andamento. Já os advogados de Victor Fasano não responderam aos contatos da publicação para fornecer mais detalhes sobre a ação. A iniciativa do ator, contudo, se inspira em outros casos recentes que seguiram o mesmo caminho e questionam a emissora por motivos semelhantes.

Maria Zilda foi pioneira

Um dos casos que inspirou Victor Fasano foi o da atriz Maria Zilda Bethlem, que possui 50 anos de carreira. Sua ação judicial é considerada pioneira nesse tipo de disputa. Ela atuou em tramas de sucesso como Caras e Bocas (2008) e Êta Mundo Bom! (2016). O processo da artista também corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Maria Zilda alega que foi contratada da Globo por 40 anos e que, durante esse período, não havia legislação específica ou cláusulas contratuais que estipulassem valores para a disponibilização de reprises em TV por assinatura ou streaming. “O que a Globo faz é se apoiar na força dos contratos para perpetuar uma lógica de apropriação indevida”, declarou a atriz.

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