O ex-BBB e youtuber, o artista plástico Adriano Luiz Ramos de Castro, está foragido após atos em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. Apelidado de “Didi Red Pill”, ele participou do BBB 1, além de bancar o termo “Paredão”, que antes era chamado de “Berlinda”. Adriano foi considerado por diversas pessoas como o “vilão” da edição, onde saiu com mais de 70% dos votos na época.
Apelidado de Didi Red Pill, ele tem 56 anos e é artística plástico e possui um canal de YouTube ativo, que conta com mais de meio milhão de inscritos. A rede do Instagram onde acumulava mais de 100 mil seguidores segue fora do ar.
Quem é Adriano Luiz?
Adriano, natural de Salvador (BA), foi participante do BBB 1 e saiu da edição após enfrentar a vice-campeã Vanessa, recebendo 74% dos votos. A alcunha do “Paredão” foi concatenada por ele: “Antes de eu votar, só queria dizer que as votações estão ficando cada vez mais difíceis, eu me dou bem com todas as pessoas da casa, inclusive com o André, que me colocou no paredão ontem, as votações agora são pequenos detalhes e pequenas coisinhas e o meu voto vai para a Vanessa”, disse.
Durante o discurso de eliminação, Pedro Bial, apresentador da época, reiterou que Adriano chegou a passar do ponto. “Tem gente que te achou antipático, agressivo demais. Até seu senso de humor, que é às avessas, foi mal compreendido”, revelou Bial na época.
Participação no 8 de janeiro
Adriano foi um dos participantes dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 que aconteceram em Brasília. De acordo com informações da Agência Pública, o artista teve a prisão preventiva.
Dois anos após o acontecido, ele segue foragido. Uma semana após os ataques à Praça dos Três Poderes, Adriano passou pela fronteira do Paraguai e de lá seguiu a rota que incluiu Colômbia, Costa Rica, Panamá, Alemanha, chegando na Polônia.
Conversando com o comentarista Alexandre Pittoli, o ex-BBB disse que obteve asilo político na Polônia. Atualmente, Adriano é bastante ativo em seu canal no YouTube, onde ele transmitiu ao vivo os atos em Brasília. Ele chegou a mostrar dias antes um vídeo mostrando a chegada do ônibus com bolsonaristas na região.
Desdobramentos do 8 de janeiro

Em dois anos de investigações, o Supremo Tribunal Federal (STF) já prendeu 371 pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
As penas variam de três a 17 anos de prisão, com 70 condenados já cumprindo suas sentenças definitivamente, ou seja, sem possibilidade de recurso.
Os réus foram condenados por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa. A maioria dos envolvidos foi julgada pelo STF, sendo cinco pessoas absolvidas por falta de provas, entre elas, alguns moradores de rua que se envolveram nas ações.














