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A taxa de depósito, referência para a política monetária do bloco, subiu de 2% para 2,25%. A medida já era amplamente esperada pelo mercado e marca a primeira reação de um grande banco central ao aumento dos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.
“A guerra no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias, e a decisão de aumentar as taxas de juros é sólida em uma série de cenários que descrevem como o choque pode evoluir e afetar as perspectivas de médio prazo para a zona do euro”, afirmou o BCE em comunicado.
A instituição destacou que o cenário permanece incerto, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico da região.
Agora no g1
Inflação na zona do Euro
A preocupação da autoridade monetária ganhou força após a inflação da zona do euro acelerar para 3,2% em maio, acima da meta de 2% perseguida pelo BCE. Ao mesmo tempo, a instituição revisou para cima suas projeções para os preços ao consumidor em 2026, passando de 2,6% para 3%.
Durante entrevista coletiva em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que o conflito no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias e aumentando o grau de incerteza para a economia europeia. Segundo ela, a decisão de elevar os juros foi unânime entre os integrantes do conselho da instituição.
Lagarde classificou o aumento como um sinal necessário diante do cenário atual. A dirigente também argumentou que permitir que a inflação saia do controle poderia tornar ainda mais difícil o retorno à estabilidade de preços nos próximos anos.
A decisão ocorre em um momento delicado para a economia da zona do euro. Embora o BCE tenha reduzido apenas marginalmente sua projeção de crescimento para 2026 — de 0,9% para 0,8% —, empresas e famílias já enfrentam custos mais elevados de energia em decorrência da guerra.
Parte dos economistas, contudo, questiona a eficácia da medida. A avaliação é que a atual aceleração da inflação está ligada principalmente à oferta de energia, e não ao excesso de demanda na economia.
Agir preventivamente
Apesar das críticas, o BCE sinalizou que considera necessário agir preventivamente. A experiência da crise inflacionária iniciada em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, continua influenciando as decisões da instituição.
Na época, o banco central foi acusado por parte do mercado de ter demorado para reagir à escalada dos preços.
Lagarde evitou antecipar quais serão os próximos passos da política monetária europeia. Ainda assim, a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas relacionadas à guerra tem levado investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos próximos meses.
*Com informações das agências de notícias Reuters e AFP
Bandeiras da União Europeia
Stephanie Lecocq/Reuters








