Antes mesmo dos grandes eventos temáticos ganharem força no país, Petrópolis já assinava uma tendência que atravessaria gerações. No dia 7 de fevereiro, o tradicional Baile do Preto e Branco, realizado no Clube Petropolitano, reafirma seu protagonismo ao unir tradição, elegância e samba em um dos eventos mais emblemáticos da Região Serrana.
Criado entre 1978 e 1979, o baile surgiu da reformulação dos antigos bailes de máscaras do clube e rapidamente se consolidou como o primeiro baile temático de cores do Carnaval brasileiro, instituindo o uso obrigatório do preto e branco, elemento que se tornaria sua marca registrada e referência para festas semelhantes em outras cidades.
Inserido numa tradição ainda mais antiga, o evento carrega parte da memória do Carnaval petropolitano, que remonta à belle époque, época em que concursos de fantasia e festas de gala movimentavam a vida social da antiga cidade imperial. Com as mudanças do Carnaval ao longo das décadas, os clubes sociais passaram a exercer papel fundamental na preservação dessa cultura, mantendo o Baile do Preto e Branco como o principal evento pré-carnavalesco da cidade.
Em 2026, o baile reforça sua ligação com o samba carioca ao receber a Beija-Flor de Nilópolis, uma das agremiações mais icônicas e premiadas do país. Ritmistas, intérpretes, passistas, mestre-sala e porta-bandeira desembarcam no salão levando a energia e a grandiosidade típicas da Marquês de Sapucaí.
A noite também contará com apresentações do Baile do Zen, ampliando a experiência musical e mantendo o ritmo em alta até o fim da madrugada. Para Rodrigo Paiva, um dos responsáveis pela realização do baile, o evento é parte viva da história cultural da cidade.
“O Baile do Preto e Branco é memória afetiva e cultural de Petrópolis. Ele mantém viva a tradição dos grandes bailes carnavalescos e fortalece a conexão da cidade com o samba e com a história do Carnaval brasileiro”, afirma.
Mantendo o ritual que consagrou o evento, o traje preto ou branco segue obrigatório, incluindo calçados e acessórios, uma tradição que atravessa quase cinco décadas. Os ingressos custam a partir de 60 reais e estão à venda pelo Guichê Web e na secretaria do Clube Petropolitano. A classificação é de 18 anos.













