O pré-carnaval de São Paulo continua agitando os foliões. Neste domingo, 1,5 milhões de pessoas acompanharam o desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. O cortejo aconteceu ao longo da Rua da Consolação e no entorno da Avenida Paulista. O bloco só tinha alcançado esse número em 2018. Neste ano, voltou às graças do povo reforçando sua posição como um dos maiores cortejos de carnaval de rua do país.
Durante a concentração a região central de São Paulo já tinha se transformado num mar de gente. Foram quarteirões inteiros, com foliões acompanhando o trio e ocupando também ruas paralelas a Rua da Consolação, mirantes improvisados em prédios e cada espaço disponível ao longo do percurso.
O tema deste ano foi: “São Paulo Não Dorme” e ganhou tradução literal na presença massiva das ruas para curtir a line-up digna de um festival com muito samba, pop, rap e toda a efervescência cultural que define a cidade. O desfile foi comandado por Simoninha e a Banda do Baixo Augusta recebeu nomes como: Tássia Reis, Rael, Tulipa Ruiz, André Frateschi, Dani Vie, Rom Santana, Fabiana Bombom e Charanga do França, além de KLJay, que abriu o desfile, e Péricles, que é o convidado especial deste ano.
Entre os convidados também estava a rainha do bloco, a atriz Alessandra Negrini. Ela vestia um look exclusivo inspirado na cantora pop Cher, sucesso entre os anos de 1970 e o início dos anos 1980.
Marcelo Rubens Paiva foi o como porta – estandarte, a médica e influenciadora, Thelminha como diva do bloco, a cantora Tulipa Ruiz como madrinha, Márcia Dailyn e Walerio Araújo participaram como musos.
O evento foi realizado pela Baixo Augusta Produções, com direção geral de Alê Youssef e Ale Natacci e terminou por volta das 19 horas.
Um pouco da história do Acadêmicos do Baixo Augusta
O bloco foi fundado em 2009 por uma turma de amigos que reunia empreendedores e entusiastas do bairro para celebrar sua diversidade e revitalização enquanto território livre para manifestações culturais alternativas e para a boemia. O crescimento do grupo aconteceu junto ao processo de retomada do carnaval de rua em São Paulo. Com uma postura ativista diante da necessidade de lutar pelo direito à cidade através da ocupação cultural das ruas, o Acadêmicos do Baixo Augusta está se tornando um dos maiores do país.










