O Carnaval de Pernambuco nunca foi apenas festa, é símbolo de liberdade, memória, resistência e um território onde a emoção coletiva se torna identidade cultural. É desse cenário que nasceu “Carnaval em Pernambuco”, novo single do cantor Luiz Kingsman, que transforma experiências pessoais em uma narrativa vibrante, afetiva e profundamente conectada à alma do estado de Pernambuco.
Na canção, Kingsman percorre um arco emocional que começa na dor e deságua na avenida. O luto afetivo, presente nos primeiros versos, não imobiliza, impulsiona. O eu lírico reconhece o fim de um ciclo e escolhe movimento, encontro e celebração como forma de reconstrução. A virada aparece em versos como: “A época de chorar passou / Me juntei com a tropa toda e olha onde eu tô.”
É no Carnaval que o personagem encontra um lugar de cura coletiva. Entre whisky, água de coco e cerveja gelada, o artista compõe um cenário que mistura excessos, pertencimento e sensações reais de quem vive a folia pernambucana intensamente. A avenida deixa de ser apenas um palco, torna-se abrigo, catarse e libertação.
Quando canta “eu tô na avenida”, Kingsman afirma presença: no Carnaval, na própria história e na cena musical. O passado não é apagado, mas ressignificado. A lembrança do amor que ficou ganha outra dimensão diante da força contagiante que só Pernambuco oferece: “Tem essa energia bem que só Pernambuco tem / quando isso passar talvez eu lembre de você.”
Com sonoridade acessível, marcada pela fusão de pop com elementos tradicionais da festa de rua, o single dialoga com diferentes gerações e amplia o alcance artístico de Kingsman. Sua estética, construída sobre autenticidade, identidade LGBTQIAPN+ e valorização cultural, reforça a singularidade do trabalho.
Mais do que celebrar o Carnaval, “Carnaval em Pernambuco” convida o público a transformar peso em movimento, dor em rua e memória em alegria. Porque, em Pernambuco, a festa também é forma de resistência.












