O Carnaval 2026 de Niterói-RJ, segue bastante animado nesta terça-feira (10). A partir das 14h, o local contará com a concentração do Bloco Loucos pela Vida, coletivo carnavalesco antimanicomial que há 20 anos colore os foliões de Niterói e transforma em um espaço sobre conscientização e liberdades.
Com o enredo “CAPS não é meme”, o desfile chama atenção sobre preconceitos e rótulos, além da importância dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como política pública. A meta é quebrar os estigmas e valorizar o trabalho da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), além de demonstrar a importância de cuidar da saúde mental.
“Fortalecer iniciativas que unem cultura, arte e saúde é investir em prevenção, acolhimento e dignidade. Quando promovemos espaços de convivência, escuta e expressão, estamos ampliando possibilidades de cuidado e fortalecendo a rede no território”, enfatizou Ilsa Fellows, secretária de saúde.
Aberto ao público, o bloco conta usuários dos serviços de saúde mental, familiares e moradores da cidade em um cortejo marcado por música, muita fantasia e alegria. O Loucos pela Vida, é um ato de reafirmar direitos e fortalecer a diversidade.
“Quando esse bloco vai para a rua, ele leva junto histórias, afetos e conquistas. O enredo ‘CAPS não é meme’ é um lembrete de que, por trás de cada serviço, existem pessoas, vínculos e muito trabalho coletivo. Desfilar no Loucos pela Vida é também defender o cuidado em liberdade e uma cidade mais justa e humana. Venham ocupar a Praça Arariboia com a gente!”, convidou a diretora-geral da FeSaúde, Maria Célia Vasconcellos.
O “Loucos pela Vida” funciona como um coletivo cultural anônimo. Para o desfile, o bloco prioriza entregar arte, cidadania e muito cuidado, trazendo a sociedade para um olhar mais apurado sobre saúde, promovendo a inclusão da cultura popular.
O Bloco Loucos pela Vida é uma ação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que representa para além do Carnaval. As atividades acontecem no Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara, dispositivo da RAPS responsável por criar oficinas, ensaios e apresentações que estimulam a expressão artística e fortalecem o cuidado em saúde mental, com foco na inclusão, no acolhimento e na convivência comunitária.













