O Centro do Rio de Janeiro foi tomado por uma verdadeira maré preta e branca no sábado (14), durante o 107º desfile do Cordão da Bola Preta. Com o tema “Bola Preta, DNA do Carnaval”, o bloco mais tradicional do país reafirmou sua força histórica e seu papel como símbolo máximo do carnaval de rua carioca.
A equipe da coluna Burburinho esteve presente e acompanhou cada momento do desfile, que reuniu milhares de foliões logo nas primeiras horas da manhã. Entre fantasias criativas, adereços clássicos e muito brilho, o público cantou em coro marchinhas que atravessam gerações, transformando o trajeto em um espetáculo democrático e vibrante.

A tradicional Corte Real foi um dos grandes destaques. Leandra Leal (Porta-Estandarte), Maria Rita (Madrinha), Paolla Oliveira (Rainha), Emanuelle Araújo (Musa da Banda), João Roberto Kelly (Embaixador), Tia Surica da Portela (Embaixadora) e Selminha Sorriso (Musa das Musas) marcaram presença, além das musas que reforçaram o time em 2026. No comando da banda, o maestro Altamiro Gonçalves garantiu o ritmo contagiante que arrasta multidões há mais de um século.
Além da celebração cultural, o bloco manteve pelo terceiro ano consecutivo a iniciativa de medição e compensação das emissões de carbono dos trios elétricos, reforçando seu compromisso ambiental, ação pioneira entre os grandes blocos cariocas.
Fundado em 31 de dezembro de 1918, o Cordão da Bola Preta atravessou guerras, períodos de censura e pandemias sem perder sua essência. Ao longo de 107 anos, consolidou-se como o maior e mais democrático desfile do Rio, reafirmando que o DNA do Carnaval continua pulsando forte nas ruas da cidade.












