Começou a contagem regressiva para o 59º Festival Folclórico de Parintins, que será realizado nos dias 26, 27 e 28 de junho, no Bumbódromo, em Parintins, no interior do Amazonas.
O tradicional evento, que acontece todos os anos em junho, promete mais uma vez levar ao público toda a magia e emoção da disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido.
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O atual campeão do festival, o Boi Garantido, levará à arena o tema “Parintins, Portal do Encantamento”, em uma homenagem à cidade e aos elementos culturais, históricos e simbólicos da Ilha de Tupinambarana.
Já o Boi Caprichoso apresentará o tema “Caprichoso: Brinquedo que Canta seu Chão”, uma celebração à trajetória e à identidade cultural do boi azul e branco, exaltando a memória e a ancestralidade do bumbá.
A ordem das apresentações das três noites do evento foi definida por meio de um sorteio.
Confira:
Primeira noite – 26/06
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Abertura: Boi Caprichoso
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Fechamento: Boi Garantido
Segunda noite – 27/06
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Abertura: Boi Caprichoso
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Fechamento: Boi Garantido
Terceira noite 28/06
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Abertura: Boi Caprichoso
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Fechamento: Boi Garantido
Tradição que faz sonhar
Considerado uma das maiores tradições culturais do país, o Festival Folclórico de Parintins nasceu em 1965. A festa, realizada no coração da Floresta Amazônica, tem origem em uma disputa iniciada há mais de 100 anos, quando dois grandes grupos passaram a representar o folclore do boi-bumbá nas ruas de Parintins.
Com fantasias, músicas e alegorias, os bois encenam a lenda da Mãe Catirina, uma mulher grávida que sente o desejo de comer língua de boi. Para satisfazer o desejo da esposa, Pai Francisco sacrifica o boi favorito do patrão, que ameaça matá-lo. Quem salva Pai Francisco da morte é o Pajé, que ressuscita o boi antes da tragédia acontecer.
O festival foi oficializado em 1965, por um grupo de amigos ligados à Juventude Alegre Católica (JAC), que buscava arrecadar fundos para a construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade. Só em 1966 os bois foram convidados para participar do festival e, a partir disso, a rivalidade se intensificou.
Realizado anualmente, o evento traz os dois bois disputando quem faz a melhor apresentação. Cada um dos grupos explora temáticas regionais como rituais indígenas, lendas e costumes ribeirinhos, por meio de fantasias, músicas, coreografias e encenações.
O festival é composto por alguns componentes:
Música: também chamada de toadas, trata-se de um forte elemento do Festival. São canções típicas que embalam as apresentações, com cerca de 30 músicas tocadas durante o festival, muitas delas sendo inéditas;
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Ritual: Fortemente conectado com a tradição indígena, costuma ser realizado momentos finais das apresentações dos dois bois por um Pajé;
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Auto do boi : Representa a apresentação da origem do boi-bumbá e toda a história folclórica por trás do Festival;
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Apresentador: Trata-se do responsável por conduzir a apresentação dos bois, sendo essencial uma boa dicção e boa voz para o canto;
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Cunhã-poranga: É uma dançarina indígena que está presente na apresentação dos bois. Do Tupi, significa “moça bonita”;
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Sinhazinha da fazenda: Representa o dono da fazenda, com grandes esteriótipos de europeus;
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Porta-estandarte: Responsável por segurar o símbolo do boi que representa, mantendo a sua desenvoltura na dança;
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Levantador de toadas: Cantor responsável por interpreta todas as canções dos bois durante as apresentações;
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Amo do boi: Cantor responsável pelos versos que se entendem como um desafio ao boi contrário.
Mais do que um espetáculo de performances, luzes, carros alegóricos e encenações, o Festival de Parintins se consolidou como um manifesto cultural do povo nortista, que preserva a história, a identidade e o orgulho do Amazonas.












