O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, saiu em defesa incisiva nesta quarta-feira (24), sobre decisão do governo brasileiro de manter o plano de recomposição das cotas para veículos elétricos vindos do exterior e das taxas do imposto de importação. Essa medida gerou forte reação das importadoras. O ministro aponta que este é um passo primordial na consolidação dos investimentos robustos das montadoras em instalação no país.
As recentes tarifas sob a importação de veículos elétricos no Brasil é apontado como uma resposta ao movimento forte do mercado internacional aos Estados Unidos (EUA) que imporam um “tarifaço” pesado, fechando portas para os carros chineses. Montadoras como GWM e BYD mudaram seus investimentos e firmaram o mercado brasileiro como um eixo estratégico.
Como forma de garantir que essas marcas agilizem a produção em solo brasileiro em vez de somente importarem os modelos d carros elétricos prontos, o governo federal estabeleceu uma índice de 35% de Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos vindos do exterior.
Durante a entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, transmitido pelo Canal GOV, com participação do iG, o ministro assegurou ao setor que a política tributária tem como prioridade, promover sustentabilidade ao parque industrial deste mercado, instalado no Brasil.

Cronograma Mantido e a “Grita”
O ministro se posicionou nessa ótica: garantiu de forma incisica que o governo não vai ceder qualquer pressão das importadoras para que o aumento da taxa tributária ou alteração do limite das cotas isentas seja adiado.
Márcio Elias fortaleceu que o foco primordial da política econômica é promover sustentabilidade, blindando os investimentos bilionários das fabricantes de carros elétricos que decidiram estabelecer raízes no Brasil.

Resultados Práticos: vendas e produção
O chefe da pasta ressaltou que a estratégia e determinar contrapartidas locais das montadoras – gerando emprego e renda no local – e também, firmar critérios rígidos sobre a eficiência energética: o carro precisa poluir menos e 90% das peças e componentes devem ser produzidos no Brasil. Isso já reflete em números do comércio e para as montadoras brasileiras:
- Aumento nas vendas: os incentivos do governo vem gerando crescimento marcante de 31% sob as vendas de veículos.
- Ritmo frenético: veículos nacionais emplacados ultrapassam em 15% os de 2025 no mesmo período, superando inclusive o patamar de 2019;
- Antecipação de metas: Em menos de um semestre, 1 milhão de veículos foram produzidos no país, os dados se referem até maio de 2026. “Nós antecipamos em 30 dias a produção”, destacou o ministro que projetou o este ano como recorde.
Benefício ao Trabalhador: Move Brasil
Por último, o ministro explicou como esse sistema industrial vem impactando o bolso do brasileiro por meio do Programa Move Brasil, direcionado para a atualização da frota de táxis e carros de motoristas de aplicativo. A União parte como fiador e ainda, derruba juros para menos de 1% ao mês em financiamentos.









