Confira os detalhes do desfile da Vila Isabel

Vila IsabelRodrigo T. Ribeiro/iG

A Unidos de Vila Isabel chegou à Marquês de Sapucaí em 2026 para contar uma história que pulsa no coração do samba e da cultura brasileira.

Com o enredo “O Sonho Africano de um Gênio Brasileiro”, a escola celebrou a força criadora de Heitor dos Prazeres, sambista, compositor e pintor que ajudou a desenhar a alma do Rio de Janeiro e a identidade do próprio Carnaval.

A narrativa conduziu o público por um caminho que mistura sonho, memória e espiritualidade. Inspirado no enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, o desfile transforma a Avenida em território simbólico da Pequena África carioca, evocando espaços como a Pedra do Sal, a Praça Onze e o legado do povo baiano, cenários centrais de encontros, fé, festa e resistência.

Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Martinho da Vila desfila pela Martinho da VilaFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Bateria da Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG
Sabrina Sato se prepara para desfilar pela Vila IsabelFoto: Rodrigo T. Ribeiro/iG

A história começa com o menino conhecido como Príncipe Lino, criado entre ranchos e cortejos, que aprende no terreiro a gramática dos tambores. O desfile avança para o Heitor que canta, pinta e toca, representado como Ogã Alabê Nilu, guardião do fundamento que faz o samba girar. Em seguida, surge o boêmio elegante das rodas e gafieiras, o Mano Heitor do Cavaco, artista que costura a cidade com música e cor.

O ápice da narrativa apresenta Heitor como o Afro Rei Pierrot, figura decisiva na consolidação das primeiras escolas de samba e na invenção de um modo de desfilar que hoje ecoa pelo mundo. No desfecho, a consagração do Embaixador: o sambista que leva sua arte além do Rio e reencontra a África sonhada, como se a memória da cidade apontasse o caminho de volta ao continente-mãe.

Mais do que um desfile, a Vila Isabel trouxe um cortejo cantado, dançado e sentido como um grande sonho coletivo, onde tradição, ancestralidade e criação caminham juntas para reafirmar o samba como expressão viva da identidade brasileira.

Samba-enredo

Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe Oxum Kabecilê, meu pai Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

De todos os tons, a Vila, negra é De todos os sons, a negra Vila é De China e Ferreira Mocambo Macacos e Pau da Bandeira Da nossa favela, branca e azul do céu No branco da tela, no azul do pincel Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel

Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe Oxum Kabecilê, meu pai Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Sonhei Macumbembê, sonho Samborembá Macumba é samba e o samba é macumba Pode até fazer quizumba, só não pode é separar Sonho Samborembá, Macumbembê Vem da Mãe Terra, firmou ponto na Bahia E na África Pequena germinou pra florescer

Ê, quilombo é a Pedra do Sal Arraigou em terreiro e quintal No chão batido, assentou o fundamento Foi o Lino de madrinha De padrinho, espelhamento Flutuou na capoeira ao perfume de Ciata Negro príncipe de ouro O anjo de asas de prata

Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, Preto Velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia da curimba, batuqueiro e cantador Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, Preto Velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia da curimba, batuqueiro e cantador

Foi do lundu e do cateterê Alinhou no linho santo, cavaquinho na mão Apaixonado Pierrot, afro rei A flecha certeira de Oxóssi na canção Reluz nas escolas de Noel e Cartola Ganhou o mundo Com o mundo de Paulo Brazão

De todos os tons, a Vila, negra é De todos os sons, a negra Vila é De China e Ferreira Mocambo Macacos e Pau da Bandeira Da nossa favela (branca e azul do céu) No branco da tela (no azul do pincel) Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel

Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe Oxum Kabecilê, meu pai Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Sonhei Macumbembê, sonho Samborembá Macumba é samba e o samba é macumba Pode até fazer quizumba, só não pode é separar Sonho Samborembá, Macumbembê Vem da Mãe Terra, firmou ponto na Bahia E na África Pequena germinou pra florescer

Ê, quilombo é a Pedra do Sal Arraigou em terreiro e quintal No chão batido, assentou o fundamento Foi o Lino de madrinha De padrinho, espelhamento Flutuou na capoeira ao perfume de Ciata Negro príncipe de ouro O anjo de asas de prata

Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, Preto Velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia da curimba, batuqueiro e cantador Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, Preto Velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia da curimba, batuqueiro e cantador

Foi do lundu e do cateterê Alinhou no linho santo, cavaquinho na mão Apaixonado Pierrot, afro rei A flecha certeira de Oxóssi na canção Reluz nas escolas de Noel e Cartola Ganhou o mundo Com o mundo de Paulo Brazão

De todos os tons, a Vila, negra é De todos os sons, a negra Vila é De China e Ferreira Mocambo Macacos e Pau da Bandeira Da nossa favela, branca e azul do céu No branco da tela, no azul do pincel Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel

Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe Oxum Kabecilê, meu pai Xangô Meus sonhos e tambores Tintas e prazeres pra você, Heitor

Só pra você, Heitor, só pra você É pra você, Heitor

Sobre a Unidos de Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro, sediada no bairro de Vila Isabel. Foi fundada em 1946. A Vila possui três títulos de campeã do carnaval carioca, conquistados em 1988, 2006 e 2013.

A Velha Guarda da escola foi considerada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Rio de Janeiro.

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