FGC diz que banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou que o banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões.

Parte do conglomerado financeiro do banco Master, a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A teve sua liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira pelo Banco Central.

As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

“Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado”, acrescentou o fundo.

O conglomerado tinha uma participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do Banco Central indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

De acordo com o Fundo Garantidor de Crédito, informações completas sobre o pagamento da garantia ordinária, limitada a R$ 250 mil, estão disponíveis em seu site.

O órgão solicitou que os credores que utilizem o aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento de garantias, totalmente online.

O aplicativo do FGC está disponível nas lojas Apple Store ou Google Play e os credores já podem realizar seu cadastro básico.

Em etapa posterior, assim que o FGC receber a relação dos credores do liquidante, será possível realizar a solicitação da garantia, com a identificação do beneficiário e a indicação da conta de sua titularidade, onde o valor da garantia será depositado.

Os depositantes e investidores devem acompanhar o processo pelas redes sociais e pelo site do FGC, onde serão disponibilizadas todas as informações e atualizações do processo.

Liquidação do banco Pleno

Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia.

O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”

O BC informou que seguirá apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades, conforme prevê a lei.

Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, como determina a legislação.

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