O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou o “Tarifaço” imposto por Donald Trump (Republicanos) favorece o Brasil.
Para ele, a medida é positiva porque coloca o Brasil em condições mais equilibradas em relação a outros países. Antes da decisão da Corte, as taxas aplicadas a produtos brasileiros, somavam 10% impostos em abril e mais 40% em julho do ano passado, totalizando 50%.
O ministro ainda destacou que, mesmo após as negociações conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Donald Trump, cerca de 22% das exportações brasileiras continuavam sendo afetadas pelo tarifaço. E também afirmou que o Brasil não está entre os países que provocam déficit na balança comercial dos Estados Unidos.
E ressaltou: “É uma decisão importante. Fortalece a relação Brasil-Estados Unidos. A negociação continua, o diálogo continua. E o que nós esperamos é ter mais comércios, mais investimentos recíproco e crescimento das economias”.
- Confira: Suprema Corte dos Estados Unidos derruba tarifaço de Trump
A declaração foi feita nesta sexta-feira (20), durante coletiva de imprensa, após a Corte considerar ilegais as tarifas adotadas pelo ex-presidente norte-americano. O entendimento do tribunal é de que a definição de tarifas comerciais cabe ao Congresso dos EUA.
Em reação, Trump informou que pretende recorrer a outros instrumentos legais para manter a política de taxação e anunciou a criação de uma tarifa global de 10% sobre importações de todos os países.
Alckmin afirmou que a Seção 232, dispositivo que trata de importações consideradas sensíveis à segurança nacional dos EUA, não foi afetada pela nova tarifa global. O mecanismo inclui produtos como aço e alumínio, itens relevantes na pauta de exportações brasileiras para o mercado norte-americano.
Ele também destacou que setores como máquinas e equipamentos rodoviários e agrícolas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e algumas frutas podem ser beneficiados com a revogação das medidas.
O presidente em exercício acrescentou ainda que devem ocorrer desdobramentos jurídicos nos Estados Unidos envolvendo a decisão da Corte e que o governo brasileiro segue acompanhando o tema.












