A jornalista Izabella Camargo voltou a movimentar as redes sociais nesta terça-feira (30) ao fazer um forte desabafo sobre o período em que retornou à TV Globo após vencer na Justiça uma disputa relacionada à sua demissão ocorrida em 2018.
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A apresentadora havia sido desligada da emissora após um afastamento médico por síndrome de burnout. Reintegrada no ano seguinte por decisão da Justiça do Trabalho, Izabella afirma que seu retorno à Globo esteve longe de ser tranquilo. Segundo ela, a experiência foi marcada por situações que a deixavam desconfortável e cada vez mais insatisfeita com o ambiente e os rumos adotados pela empresa.
De acordo com a jornalista, a reintegração determinada pela Justiça não significou acolhimento por parte dos colegas. Izabella revelou que chegou a evitar os corredores da emissora e passou a utilizar as escadas de emergência para circular pelo prédio devido ao clima que enfrentava diariamente.
“Quando eu volto reintegrada, eu tenho que voltar pela escada de emergência. As pessoas me evitavam no corredor. Porque, até então, eu representava uma pessoa que estava falando sobre a cultura do Brasil, representada por aquela empresa. Foi muito ruim voltar reintegrada e ver que todas aquelas pessoas que me abraçavam e estavam comigo todos os dias, [agora] me evitavam”, disse a comunicadora em entrevista ao colunista Flávio Ricco, na LeoDias TV.

Apagão ao vivo
Vale destacar que a jornalista foi diagnosticada com burnout após sofrer um esquecimento ao vivo, classificado por ela como um apagão.
Na época, ela se dividia entre a apresentação da previsão do tempo em três telejornais: Hora 1, Bom Dia Brasil e GloboNews em Ponto. Enquanto estava ao vivo, a âncora acabou esquecendo a capital do Paraná, estado onde nasceu.
“O médico falou que eu estava vivendo a síndrome de burnout. Falei: ‘Impossível, eu amo o que faço’. Ele respondeu: ‘Por isso mesmo, as pessoas que amam o que fazem se deixam para depois’. Naquele momento, eu entendi que dor que não sangra dói em dobro”, pontuou.
“Se naquele momento em que esqueci o nome da capital do meu Estado, eu tivesse desmaiado ou sangrado ao vivo, o desfecho seria outro”, acrescentou Izabella Camargo.

Izabella ainda afirmou que o apagão aconteceu dias depois de um episódio com um colega na empresa. “Foram muitas situações. Quem vive um ambiente com uma comunicação difícil, tóxica, acaba vivendo vários tipos de assédio”, disparou a jornalista.
“Não é que o primeiro assédio faz o copo transbordar, estou falando de uma situação recorrente há anos. Mas teve um episódio que, para mim, foi a gota que transbordou o copo. Quatro dias depois, tive o apagão”, concluiu.







