A Zero Project Conference 2026, realizada entre 18 e 20 de fevereiro na sede da Organização das Nações Unidas em Viena, Áustria, reuniu lideranças, especialistas, governos, pesquisadores, organizações e autodefensores de diferentes países para discutir acessibilidade, inclusão e a implementação real da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O encontro reforçou uma mensagem central: inclusão não é pauta paralela, é estrutura.
Entre as representantes brasileiras esteve Samanta Quadrado, atriz e autodefensora, cuja participação levou a perspectiva da experiência vivida para o centro das discussões. Ao lado de Bruna Amaral, também autodefensora, Samanta reafirmou, na prática, o princípio que atravessou todo o evento: “Nada sobre nós sem nós.”
A conferência também contou com a presença de Fabiana Duarte de Sousa Ventura, fundadora do Instituto Simbora Gente e membro do Comitê de Revisão do Zero Project, responsável por analisar e validar práticas inovadoras em acessibilidade e inclusão ao redor do mundo. Sua atuação reforçou a importância de soluções estruturais, do engajamento contínuo e da participação de pessoas com deficiência na tomada de decisões.
Ao longo da programação, foram apresentadas iniciativas já implementadas em diversos países: tecnologias assistivas integradas a serviços públicos, respostas inclusivas para contextos de crise, reformas arquitetônicas baseadas no desenho universal, festivais e espaços culturais multissensoriais e projetos liderados diretamente por pessoas com deficiência. Todas reforçam um ponto-chave: protagonismo gera impacto concreto.
Outro debate de destaque foi o papel dos prêmios e reconhecimentos. Embora a visibilidade fortaleça redes e estimule novas ações, especialistas defenderam que a transformação verdadeira acontece quando a inclusão deixa de ser pontual e passa a ser compromisso institucional permanente, incorporada em políticas públicas, estruturas organizacionais e práticas cotidianas.
Ao final do encontro, a Zero Project Conference 2026 deixou um recado claro: é tempo de avançar da inspiração para a institucionalização. O desafio agora é transformar inovação inclusiva em políticas sólidas, tornar práticas acessíveis o padrão, não a exceção, e garantir que direitos sejam fatos, não apenas documentos.
Porque inclusão não é gentileza. É direito.
Sobre Samanta Quadrado
A trajetória de Samanta Quadrado como atriz e autodefensora é marcada por consciência, atitude e protagonismo. Desde cedo, ela compreendeu que ocupar espaços não era concessão, mas direito e que sua voz tinha capacidade de gerar impacto coletivo.
Reconhecer-se como autodefensora transformou sua vivência pessoal em posicionamento público: Samanta passou a defender os direitos das pessoas com deficiência com firmeza e clareza, levando sua perspectiva para debates, formações, eventos nacionais e internacionais. Sua atuação artística nunca esteve desconectada dessa militância. O palco e as câmeras se tornaram espaços de afirmação política, combatendo estereótipos e ampliando representações.
Samanta integrou grupos de estudo, participou de processos formativos e marcou presença em encontros sobre direitos, acessibilidade e inclusão no Brasil e no exterior. Em cada espaço, reforçou o lema que guia sua trajetória: “Nada sobre nós sem nós.”













