O jazz nasceu nos Estados Unidos, mas se universalizou, espalhando-se pelo mundo todo.
Muito disso se deve a sua sofisticada sonoridade.
Exemplos não faltam de latinos que trafegam por essa praia: os cubanos Paquito D’Rivera, Arturo Sandoval e Julián Gutiérrez, o dominicano Michel Camilo, os argentinos Lalo Schifrin e Gato Barbieri.
Mais recentemente, se juntou a eles o espanhol Vincen García, que está no Brasil para dois shows.
Os espetáculos acontecerão hoje (27/02) às 20 horas e às 22h30 no Blue Note de São Paulo.
Ambos terão como destaque VIVACE, seu novo álbum.
Reproduzimos aqui uma entrevista exclusiva com o artista.
Vincen García
Como você define seu estilo musical: jazz, funk ou os dois?
Eu definiria meu estilo mais como funk/fusion/jazz, enérgico e com alguns toques de rock.
Quais são suas influências musicais?
Na verdade, são bem amplas. Comecei ouvindo rock, metal, reggae, funk e jazz fusion.
Mas digamos que, nos últimos anos, tenho escutado bandas como Lettuce, Mark Lettieri e Cory Wong.
Gosto de muitos baixistas, mas os que mais me influenciaram foram Pepe Bao, Marcus Miller, Victor Wooten e Junior Braguinha…
E a música da Espanha? Ela também contribuiu para sua sonoridade?
Sim, com certeza. Uma banda me marcou muitíssimo: chama-se O’funk’illo.
O baixista deles é o Pepe Bao, uma das minhas principais influências. Eles fazem funk rock, e essa banda me marcou demais no meu início.
Muitos músicos jovens optam por começar suas carreiras tocando guitarra elétrica. O que te fez escolher o baixo?
Eu escolhi o baixo porque, na escola, conversávamos sobre montar uma banda e ninguém queria tocar baixo.
Então eu me joguei, comecei a me interessar e estou aí até hoje (risos).

Sobre o Brasil
Qual é a sensação de fazer seu primeiro show no Brasil?
Sinceramente, poder ir a São Paulo tocar minha música é um presente. Além disso, é um país onde existem muitíssimos baixistas incríveis e a música é muito importante. Me sinto muito sortudo por poder fazer isso.
O que você acha da música brasileira?
Acho que a música brasileira é riquíssima em tudo (risos): harmonia, ritmo, melodias…
Como será a participação do brasileiro Junior Braguinha?
O Junior vai subir ao palco e tocaremos algo juntos com minha banda.
Para mim, será um momento muito, muito especial, já que o Junior é um dos meus baixistas favoritos no mundo todo.
Ele é um cara genial e acho que vamos nos divertir demais.
O que o público brasileiro pode esperar de seu espetáculo?
Acho que o show será enérgico, divertido e envolvente.
Além disso, estou apresentando meu segundo álbum, VIVACE, e espero que eles gostem.
Festivais
O baixista Vincen García tem em seu currículo a participação em renomados festivais de jazz. Entre eles North Sea Jazz Festival (Países Baixos), Pori Jazz Festival (Finlândia) e Montreux Jazz Festival (Suíça).
Não se esqueça
Esta coluna é um espaço destinado à cultura e músicas latinas. Mais informações sobre esses temas você encontra em www.ondalatina.com.br e no Canal Onda Latina: https://www.youtube.com/@canalondalatina
Assista o videoclipe de APRIETA 2.0 com Vincen García:













