Denis Carvalho, que deixou a Terra neste sábado, teve um começo na TV Paulista muito tímido e, logo depois, foi para a TV Tupi, onde seu lado de ator foi muito explorado.
Mas ele não tinha papéis de protagonista, longe disso. Em 1975, foi convidado para a TV Globo como ator. Eis que, na emissora da família Marinho, ele também era um ator mediano e discreto.
E a TV Globo daquela época, no seu começo, precisava de diretores. Vejam que coisa curiosa. Atores medianos como Denis Carvalho, Régis de Oliveira e Herval Rossano acabaram tendo a oportunidade de ocupar o cargo de diretores e se deram muitíssimo bem.
Então, naquele momento em que a oportunidade lhe foi dada, Denis Carvalho montou no cavalo com uma vontade imensa de dar certo. E deu certo como diretor de novelas da TV Globo.
Um outro que jamais tinha dirigido coisa alguma e também deu certo foi Daniel Filho.
Denis Carvalho não morreu neste sábado. Ele morreu no dia em que a TV Globo o mandou embora.
O amor pelo que ele estava fazendo o fez morrer no dia em que tiraram dele aquilo que ele fez a vida toda e que amava fazer.
Um raro exemplo de sobrevivente é Daniel Filho, embora eu pense que ele se apoiou em uma grande paixão, que é sua atual mulher, para preencher a lacuna que a TV Globo deixou nele.
Casado desde 2012 com Olívia Byington, a cantora e musa que foi a razão de viver de Francis Hime, Daniel tem em Olívia a sua musa, o seu porto e a sua razão de viver.
Denis Carvalho, há tempos, não tinha em uma companheira a sua razão de vida.
Ele era casado com a TV Globo. Ele se sentiu traído pela TV Globo.
E a homenagem que a TV Globo fez a ele, ele gostaria que a emissora a enfiasse no rabo dela.











