Fernanda Paes Leme revelou que tentou utilizar a caneta emagrecedora Mounjaro após a gravidez e o período de amamentação da filha, Pilar. Durante o videocast Grande Surto, a atriz contou que interrompeu o uso da medicação depois de apresentar uma reação negativa do organismo e aproveitou para refletir sobre a pressão estética enfrentada pelas mulheres. “Vou ser honesta aqui: eu tentei, tá? Depois da gravidez, da amamentação da Pilar, eu tentei tomar um Mounjaro. Claro, porque… claro que eu tentei. Ué, eu sou mulher, eu tenho internet, eu existo em sociedade“, pontuou.
A artista relatou que foi parar no hospital por causa da medicação. “Mas eu passei tão mal, mas tão mal, mal, mal… [que fui parar no] hospital. O meu corpo claramente respondeu: ‘Olha, Fernanda, tudo bom? Eu entendi sua intenção, mas eu não vou colaborar’. E ele não colaborou mesmo comigo“, afirmou a artista.
Outros caminhos sem a medicação
Após abandonar a medicação, Fernanda Paes Leme explicou que buscou outras alternativas diferentes para chegar ao corpo que desejava. “Aí eu fui pro jejum, e não sei se eu teria continuado se não tivesse passado mal, ou se, caso eu engordasse, iria recorrer de novo, sei lá”, disse. Na sequência, a atriz ampliou a discussão sobre os padrões de beleza e a influência exercida pelas redes sociais. Segundo ela, a cobrança por uma aparência considerada ideal alcança mulheres de diferentes perfis. “É assim que a influência funciona, ela não pega só quem acredita em tudo, ela pega quem vive no mesmo mundo, quem acha que está atento”, declarou a apresentadora.
“Quem vê as mesmas imagens, quem recebe as mesmas mensagens, quem escuta o tempo todo que existe uma versão melhor de você, uma versão mais magra, uma versão mais eficiente, mais gata, mais desejável, esperando ali para ser desbloqueada”, disse a comunicadora.
A artista também desabafou após o fim do casamento. “Tenho 43 anos, sou mãe, separada, trabalho muito, penso na obra, na escola, na logística, na vacina, no podcast. No meio disso tudo, existe uma mulher, pelo menos espero que ela exista ainda”, relatou.
“A vida adulta vai transformando a gente em uma grande gerente de operações. A gente vai gerenciando casa, filhos, carreira, emoções, grupo de WhatsApp da escola e até o lazer… E quando você vê, está administrando a vida que esqueceu de habitar, a sua própria vida”, afirmou.






