Existe uma polêmica sobre o nome de Erika Hilton na presidência da Comissão de Mulheres da Câmara dos Deputados.
Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Existem muitas comissões na Câmara.
Então quem tem maioria, e no caso, são o PL e o Centrão, escolhe primeiro as comissões que quer, sendo que a mais importante é a Comissão de Constituição e Justiça.
Depois que o PL e o Centrão escolheram tudo o que queriam, deixaram algumas comissões que consideravam menos interessantes para que a esquerda escolhesse quem iria atuar nelas.
E na esquerda sempre existiram pessoas que souberam aparecer e fazer mídia justamente com aquilo que a maioria não considerava prioridade.
Eis que uma dessas comissões consideradas pouco interessantes pela direita e pelo Centrão era justamente a Comissão de Direitos da Mulher.
Ora, uma bola dessas quicando na frente do gol era uma oportunidade perfeita para ser chutada.
E não podemos deixar de observar que, para quem acompanha o Congresso, hoje uma das figuras mais polêmicas da esquerda é Erika Hilton.
Ela sabe o que faz
Erika aprendeu rápido como funciona o Congresso.
E caiu no colo dela uma comissão que vai lhe dar condições de exercer tudo o que aprendeu em Brasília para fazer a Comissão de Direitos da Mulher ganhar grande visibilidade na mídia.
Ela sabe muito bem, porque aprendeu com os mais experientes do Congresso, como funciona o jogo do poder.
Antes mesmo de o jogo começar, ela já está fazendo gol a cada minuto.
Isso sem ainda ter a caneta na mão.
Imaginem depois que o trabalho começar de fato e ela passar a aparecer na mídia do jeito que a imprensa gosta, com polêmicas que chamam atenção.
Os grandes nomes da direita e do Centrão talvez não tenham imaginado que alguém pudesse usar a Comissão de Direitos da Mulher para atrair tanta atenção da mídia.
Mas uma coisa não se pode contestar. Erika Hilton é uma deputada inteligente.
Alguém se lembra, antes dela, de alguma deputada que tenha presidido essa comissão com tanta presença na mídia quanto Erika Hilton está tendo agora?








