Copom divulga taxa Selic nesta quarta (18); veja o que esperar

o Copom justificou a alta dos juros com base na resiliência da atividade econômicaMarcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne para discutir a nova taxa Selic, índice de juros básico da economia, nesta quarta-feira (18). A taxa continua sob pressão e o mercado prevê atraso no início dos cortes.

Na primeira reunião do ano, no dia 28 de janeiro, os especialistas mantiveram o índice em 15%, como terminou o ano de 2025.

De acordo com especialistas, o Copom continua enfrentando um cenário que exige cautela e o adiamento do início de cortes é uma possibilidade concreta. Com isso, o ambiente de juros elevados continua.

“O Copom ainda enfrenta um cenário que exige cautela, e o adiamento do início dos cortes da Selic é uma possibilidade concreta diante da necessidade de consolidar a convergência do IPCA. A sinalização deve continuar firme, reforçando a disciplina da política monetária e a dependência dos dados. Para a economia, isso prolonga um ambiente de juros elevados, que exige mais preparo técnico de profissionais e empresas na tomada de decisão. Nesse contexto, a formação especializada em mercado financeiro ganha protagonismo, porque entender dinâmica de juros, inflação e alocação de capital deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para atuar em um cenário mais seletivo e exigente”, explica Fabio Louzada, CEO da B7 Business School.

A expectativa era de que o ciclo de cortes iniciasse em março. Porém, os especialistas apontam que o início dos cortes deve ficar para a próxima reunião, sem compromisso com ritmo. O sinal que o Banco Central deve dar agora é de cautela e de decisão baseada em dados

Relatório Focus

O Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo Banco Central do Brasil, indicou uma projeção para a taxa Selic ao fim de 2026, que subiu para 12,25% ao ano. Na última semana, ela estava 12,13%, registrando uma segunda alta consecutiva.

O relatório traz as projeções dos principais indicadores econômicos, como inflação (IPCA), PIB, taxa Selic e câmbio, servindo como “termômetro” da economia.

“A projeção do Focus com Selic em 12,13% no fim de 2026 mostra que o mercado ainda espera um ciclo de queda, mas mais lento e com juros ficando altos por mais tempo. O Copom pode adiar o início dos cortes se entender que a inflação e, principalmente, as expectativas ainda não estão bem ancoradas. O sinal que o Banco Central deve dar agora é de cautela e de decisão baseada em dados, mantendo a porta aberta para iniciar o corte na próxima reunião, mas sem compromisso com ritmo. Para a economia, a diferença é clara: se o corte começar, o crédito melhora aos poucos e isso ajuda consumo e investimento com alguma defasagem; se adiar, o custo do dinheiro segue elevado por mais tempo, o crédito continua mais restrito e o crescimento tende a ficar mais moderado e seletivo”, afirma o CEO da MA7 Negócios, André Matos.

Conflito no Oriente Médio 

O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã impacta diretamente na queda da taxa Selic, principalmente com o fechamento do Estreito de Ormuz. O canal está fechado desde o início da guerra.

O conflito elevou os preços do petróleo e deixou o preço do barril acima de US$ 100.

No Brasil, o impacto chega ao frete. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel e a gasolina estão cerca de 47% e 42% abaixo dos preços internacionais, respectivamente. A baixa pode pressionar possíveis reajustes.

O frete ainda pode subir até 15%, o que pode afetar o preço dos alimentos.

Relacionados

dzsp9oa67senxl12xexhvze00
3xc09vd9k9opqt5bupo73nrbt
c37kw1p7x9rf7y0acgslq4q9n
Receba atualizações na palma de sua mão e fique bem informado Siga o Canal do portal Ibotirama Notícias no WhatsApp

2025 | Ibotirama Notícias Todos os direitos reservados  Por DaQui Agência Digital

Rolar para cima