Pouca gente sabe como nasceu uma das mais bonitas homenagens feitas a Ayrton Senna pelos 20 anos de sua morte.
A ideia começou quando a Instituto Ayrton Senna procurou a Azul Linhas Aéreas para uma parceria especial. O departamento de marketing da companhia então criou algo visualmente marcante: pintar no bico de um avião o capacete clássico de Senna, nas cores azul, verde e amarelo. Até os vidros da cabine seriam integrados ao desenho, simulando o visor do capacete.
O projeto foi aprovado pela direção da Azul e, quando apresentado à Fundação Ayrton Senna, recebeu aprovação imediata. Mas havia um problema: o avião escolhido estava em manutenção no Sul do país e as tintas necessárias para aquela pintura especial não existiam ali. Não eram tintas comuns usadas na aviação.
Não foi fácil
A companhia entrou em contato com o fabricante e recebeu uma resposta desanimadora: a entrega só poderia acontecer em 30 dias. Só que o evento estava marcado para 1º de maio, e faltavam apenas 12 dias.
Foi então que o dono da empresa de tintas entrou no jogo. Ele mobilizou sua equipe e conseguiu antecipar tudo. Em três dias, as tintas já estavam a caminho do Sul para que os pintores começassem o trabalho.
Havia uma condição: segredo absoluto. Os pintores foram orientados a não revelar o que estavam fazendo. Tudo precisava permanecer escondido até o dia da homenagem.
Quando a pintura ficou pronta, até os próprios profissionais ficaram impressionados com o resultado. E no 1º de maio, o avião finalmente levantou voo, marcando o início das celebrações pelos 20 anos da morte de Ayrton Senna.
Foi uma operação feita quase em silêncio, para que o público fosse surpreendido por aquela aeronave deslumbrante.
Afinal, Ayrton Senna sempre merece todas as homenagens possíveis.








