Algo curioso, e até estranho, aconteceu na Paris Fashion Week desta temporada.
Normalmente, nas grandes semanas de moda, as modelos aparecem com maquiagens discretas. A ideia é simples: o destaque deve ser sempre das roupas criadas pelos estilistas e não da maquiagem.
Mas desta vez o cenário foi outro. Em alguns desfiles, modelos surgiram maquiadas como se fossem personagens de filmes de terror. Rostos pálidos, expressões sombrias e visuais que lembravam produções de suspense.
Desfiles chamam atenção mais pelo visual assustador das modelos do que pelas roupas apresentadas na passarela pic.twitter.com/4cZqI1F0ka
— iG (@iG) March 16, 2026
Reação do público
O resultado foi imediato: quase ninguém prestou atenção nas roupas, que até eram bonitas. O público e os fotógrafos estavam concentrados mesmo nas maquiagens inusitadas que dominaram a passarela.
Isso levanta uma questão curiosa. Será que os organizadores e estilistas decidiram provocar o público? Ou apenas buscar um choque visual para chamar atenção nas redes sociais?
A moda tem vivido momentos de experimentação, alguns dirão exagero. Não é de hoje que certas grifes apostam em peças consideradas difíceis de usar, sapatos estranhos e roupas quase conceituais.
Mas existe um limite. O consumidor de luxo pode pagar caro por uma marca, mas não gosta de se sentir provocado ou desafiado por ideias que parecem mais uma afronta do que uma criação.
No fim, quem não consome essas marcas apenas observa e se diverte com o espetáculo. Já quem compra começa a se perguntar até onde vai essa criatividade.
Porque, no mercado de moda, uma regra continua valendo: o consumidor pode até admirar a ousadia, mas quem decide o sucesso é o bom senso.










