No mês do Dia Internacional das Mulheres, o Instituto Cervantes promove a exposição Ronda: A forma circular da memória, das fotógrafas Soledad Robles e Natalia Terry.
As fotos apresentadas retratam a luta das feministas argentinas, durante um período de dez anos, focando principalmente o movimento das Mães da Praça Maio, em Buenos Aires.
As obras da exposição são o registro de mobilizações e marchas de dois importantes eventos que têm as mulheres como protagonistas: o Dia Internacional das Mulheres (08 de Março) e o Dia da Memória (24 de março).
Os eventos registrados aconteceram nas cidades de Buenos Aires e La Plata.
As artistas
Soledad Robles é fotógrafa profissional, tendo atuado em todas as áreas da fotografia.
Trabalha também como artista visual, editora de fotografia e na restauração de fotos.
É formada em Belas Artes (Fotografia) pela Faculdade de Artes da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina.
Natalia Terry é professora de fotografia e fotógrafa de profissão.
É especialista em fotografia de dança, além de fazer cobertura de eventos sociais.
Estudou na Escola Superior de Formação Fotográfica Vicente Viola, em La Plata.

Busca
Temos que destacar o movimento das Mães de Maio e sua importância histórica na vida da Argentina.
A Asociación Madres de la Plaza de Mayo (As Mães da Praça Maio) é um movimento surgido no ano de 1977, em plena ditadura militar argentina.
Era formado por mães que reivindicavam o paradeiro de seus filhos, sequestrados pelas forças de repressão do estado.
Essas mulheres se reuniam todas as quintas-feiras, na Plaza de Mayo em frente à Casa Rosada, sede do governo, exigindo que ele informasse o paradeiro de seus filhos.
Infelizmente muitos deles foram assassinados e outros continuam desaparecidos.
A ditadura militar argentina durou de 1976 a 1983. Nesse período, supõem-se que mais de 30 mil pessoas foram mortas ou desaparecidas pelo aparelho repressor.
Paralelamente, também surgiu o movimento Abuelas de Plaza de Mayo (Avós da Praça Maio), que buscava localizar seus netos, crianças que haviam nascido no cativeiro enquanto suas mães estavam presas.
Depois que davam à luz, seus bebês eram raptados e entregues ilegalmente para outras famílias.
Exposição
Ronda: A forma circular da memória é composta de vinte fotos, sendo dez de cada uma das autoras, que também fizeram a curadoria.
Todas as fotos são em preto e branco, o que, em alguns momentos, acentua a dramaticidade das manifestações registradas.
Hoje essas fotos servem como denúncia da barbárie cometida pelos militares argentinos no século passado.
Além das fotografias, também estão expostos alguns livros, relativos ao tema, que fazem parte do acervo da Biblioteca do Instituto Cervantes de São Paulo.
Ronda: A forma circular da memória
Exposição até o dia 31 de março, às 19h No Instituto Cervantes Avenida Paulista, 2.439 – São Paulo (SP) Entrada gratuita
Não se esqueça
Esta coluna é um espaço destinado à cultura e músicas latinas. Mais informações sobre esses temas você encontra em www.ondalatina.com.br e no Canal Onda Latina: https://www.youtube.com/@canalondalatina








