Ele tem nome e endereço. Sim, o nome dele é Nico Williams.
Jogador da seleção da Espanha, campeã do mundo. Ele recebeu a medalha da Copa das mãos do presidente Trump. Sabem a primeira coisa que ele fez?
Foi calmamente até a lateral do campo e, ali, ao lado da arquibancada, entregou a medalha para a sua mãe, uma mulher negra guerreira que atravessou o deserto para salvar a família.
Quando disseram a Nico que ele corria muito, ele respondeu:
“Eu não corro nada. Quem sabe correr é a minha mãe, que teve que correr descalça pelo calor do deserto para salvar a família.”
A mãe de Nico pagou para que traficantes a tirassem do Congo e a levassem até a Espanha. Mas os traficantes a deixaram sozinha no deserto da África. E, naquele momento, ou ela sucumbia ou se salvava.
Ela conseguiu chegar até os muros da Espanha, ultrapassá-los e acabou garantindo a salvação para os seus filhos.
A mãe é aquela que faz tudo o que pode e até o que não pode para salvar os filhos.
A mãe é aquela que não se importa com a própria vida se for para dar vida aos filhos.
A mãe é aquela que come o pão que torrou para que o filho coma o pão bom e ainda diz que gosta do pão queimado.
A mãe é aquela que diz que não gosta de comer frutas quando, na mesa, só tem uma fruta, que ela deixa para o filho comer.
Se você já viu uma cena dessas, então já viu uma mãe em todo o seu esplendor.
A mãe de Nico se chama Maria Comfort Arthuer.
E ela é honrada todos os dias pelos seus filhos agradecidos.






