Já aconteceu uma tentativa, em 2023, de o governo intervir no SESC e no SENAC, quando se pretendia tirar 5% da verba dessas entidades, o que representa uma fortuna, para destiná-la à Embratur.
E, como na época o SESC e o SENAC de São Paulo eram comandados por Abram Szajman, homem de extrema competência e articulação política, Lula optou por adiar esse projeto.
O SESC e o SENAC de São Paulo são os mais desenvolvidos do país, e tudo se baseia em São Paulo.
Mas, este ano, Abram Szajman, por razões de saúde, deixou a presidência do SESC e do SENAC e, infelizmente, o seu sucessor não tem as mesmas articulações políticas.
O atual presidente, Ivo Dallacqua, carece de tudo, até mesmo de vaidade.
Ivo, que gosta de ser chamado de doutor, fez uma festança de posse milionária, que ele pode não ter pago do próprio bolso, o que configuraria desvio de finalidade do ato, denunciável ao STF.
Com certeza, Ivo Dallacqua é corajoso o suficiente para enfrentar o STF.
Ou será que ele pagou tudo aquilo do próprio bolso? Até show de Ney Matogrosso teve na festa.
Foi dessa maneira que o novo presidente do SESC e do SENAC tomou posse.
Mostrou, com esse gesto, que não está preocupado em economizar para oferecer ensino gratuito aos alunos, como determinou o governo federal.
Tudo feito entre colunas.
E os empresários viram, logo no começo de sua gestão, para que serve o novo presidente do SESC e do SENAC.
Vejam que Ivo Dallacqua, mesmo sendo juiz classista, já fez bobagens na área trabalhista do SENAC. Mas isso é algo para uma futura coluna.
Triste fim do prestígio do SENAC e do SESC. Tudo regiamente pago com o dinheiro dos empresários.
Quando o couro do sapato não é bom, não há verniz que resista.







