Musa da Grande Rio há quase uma década e com passagens por outras tradicionais escolas de samba cariocas, Karen Lopes construiu uma trajetória que vai além do Carnaval. Apresentadora com passagem pelo canal Woohoo e host do podcast “Pod isso Karen?”, ela também se tornou uma voz nas redes sociais, onde reúne mais de 200 mil seguidores no Instagram e compartilha reflexões sobre autoestima, liberdade feminina e os desafios enfrentados por mulheres maduras.
Para Karen, o envelhecimento feminino ainda é cercado por julgamentos e uma tentativa de limitar a forma como mulheres acima dos 40 ocupam espaços. Segundo ela, existe uma cultura de apagamento que tenta determinar como uma mulher deve se vestir, se comportar e viver depois de determinada idade.
“Existe uma expectativa de que, depois dos 40, a mulher seja mais discreta, apareça menos, esconda o corpo e até deixe de viver determinadas experiências. É como se houvesse uma idade para a liberdade, e eu nunca negociei a minha”, afirma.
A influenciadora destaca que as críticas costumam ganhar ainda mais força durante o Carnaval, quando mulheres que ocupam posições de destaque são frequentemente alvo de comentários sobre aparência, corpo e escolhas pessoais nas redes sociais.
“É curioso perceber que, muitas vezes, esses julgamentos não vêm apenas dos homens. Eles também partem de outras mulheres, que acabam reproduzindo uma cobrança que nós mesmas enfrentamos há décadas. Precisamos romper esse ciclo”, diz.
Para Karen, a maturidade trouxe uma nova relação com a própria imagem e com a maneira de enxergar a vida. “Hoje me sinto muito mais segura do que quando era mais nova. A maturidade trouxe confiança para fazer as minhas escolhas sem viver em função da aprovação dos outros.”
Com uma trajetória marcada pela comunicação e pela exposição pública, Karen afirma que seu objetivo é incentivar outras mulheres a ocuparem seus espaços sem culpa. “Liberdade não tem prazo de validade. Nenhuma mulher deveria sentir que precisa diminuir quem é por causa da idade. Envelhecer é um privilégio, e quero viver cada fase da minha vida com orgulho.”








