Cármen Lúcia deu uma entrevista a Pedro Bial que ficou na história.
Quando ela deixa de ser a ministra do STF, ela muda e vai ser ela mesma. Ela deixa a vestimenta de ministra no STF e vai ser ela pelas ruas de Belo Horizonte.
E, nas conversas com Bial, ela contava coisas incríveis.
Uma delas foi pegando um táxi. O motorista sem saber quem ela era, começou a comentar uma coisa que estava sendo debatida em um programa de rádio sobre uma decisão do STF.
Em determinado momento, Cármen tentou mostrar ao motorista que não sabia quem ela era, uma situação de sentenças e decisões do STF.
O motorista não se fez de rogado e disse: “Dona, ali só matando uns”.
Cármen ainda tentou fazer o motorista mudar de ideia e disse que ali existiam duas mulheres.
O motorista de imediato rebateu: “Dona, aquilo não é lugar de mulher”.
E Cármen sempre leva tudo numa boa.
Outro dia um motorista de táxi perguntou: “Ei, estou lembrando da cara da senhora”.
E Cármen Lúcia rebateu: “Mas eu não sou ninguém”.
O motorista então disse: “Eu sabia que conhecia a senhora”.
Descontração
Durante os desabafos com Pedro Bial, Cármen fez a plateia rir à vontade todo o tempo. Ela demonstrava uma simpatia inalienável.
Uma determinada vez, no STF, Cármen deu uma sacada que deixou a todos perplexos.
Ela disse: “Eu jamais digo que um advogado mente. Eu digo, no máximo, que ele disse uma verdade que ainda não aconteceu”.
Todos na sala acabaram rindo de verdade.
Cármen Lúcia é uma mulher que faz falta em programas de entrevistas onde ela conta a sua vida de mulher comum nas ruas de Belo Horizonte.
Mas quer ver ela ficar feroz?
Falem com ela de feminicídio e defesa da mulher. Neste instante a Cármem Lúcia vira uma leoa. E mostra o quanto são covardes os homens que matam mulheres ao bel prazer.
O rosto da Cármen se transforma, e aquela mulher que conta coisas engraçadas passa a ser a maior defensora da vida de todas as pessoas.












