A influenciadora digital e professora de português Cíntia Chagas, recém-contratada pela Record para integrar o elenco do ‘Domingo Espetacular’, concedeu entrevista exclusiva ao iG e abordou temas como carreira, televisão e o impacto de sua trajetória na vida de outras mulheres. Em destaque, ela reforçou a importância da autonomia feminina e do enfrentamento à violência de gênero.
Logo no início da conversa, Cíntia rebateu a ideia de que sua presença nas redes sociais seja fruto de uma estratégia cuidadosamente construída. Segundo ela, sua comunicação é autêntica, embora carregue exageros propositais para gerar humor e engajamento.
Trajetória e início da carreira
Ao relembrar o início da carreira, Cíntia destacou que sua trajetória não seguiu um planejamento estruturado rumo ao sucesso. Professora em diversos cursinhos de Belo Horizonte, ela revelou ter enfrentado demissões, mas nunca abriu mão de seu estilo próprio.
“Eu trabalhei em 13 cursinhos em Belo Horizonte, fui demitida de 10. Um era meu e o outro quebrou, ou seja, apenas um cursinho não me demitiu na vida. Eu tenho esse meu jeito que eu considero artístico, tenho um apreço muito grande pelo humor. Eu costumo dizer que eu perdia o aluno, mas não perdia a piada”, contou.
Ela também destacou que sua insistência em manter a própria identidade foi essencial para sua trajetória. “Talvez eu tenha uma mania de insistir naquilo em que eu acredito, no meu modo de ser. Desde criança eu queria ser rica e famosa. Eu apontava para a televisão e dizia que seria famosa, que seria rica e famosa e que um dia estaria ali dentro”, relembrou.
Da sala de aula à televisão
Apesar do crescimento nas redes sociais, a influenciadora ressaltou que a televisão sempre foi seu principal objetivo. “As redes sociais foram o caminho para que eu alcançasse essa visibilidade com a qual eu sempre sonhei. Mas dizer que eu tive um grande amor por elas lá atrás não seria verdadeiro. O meu objetivo sempre foi a televisão”, explicou.
Sem condições financeiras de investir diretamente na carreira artística, ela encontrou alternativas. “Como eu não tinha condições de tentar a sorte no Rio de Janeiro, eu fiz da sala de aula o meu palco e das redes sociais o meu modo de exibição”, disse.

Agora, com um quadro fixo na TV aberta, ela celebra a conquista e destaca o caráter educativo do novo projeto.
Novo quadro com famosos
Segundo Cíntia, o novo quadro terá uma abordagem leve e contará com a participação de celebridades. “Sempre haverá um famoso, cantor, ator, apresentador ou humorista. Não será monótono, pelo contrário, será divertido. Haverá brincadeiras, jogos e entrevistas. Vamos misturar a vida do entrevistado com conteúdos da língua portuguesa”, explicou.
Livro e debate sobre mulheres
Durante a entrevista, a influenciadora também comentou sobre o livro ‘A dor comum: A urgência que nos une’, escrito em parceria com Manuela D’Ávila. A obra surgiu da proposta de discutir vivências femininas de maneira acessível.

“Minha preocupação era que fosse algo mais informal, em que falássemos das nossas vivências. Eu não entendo nada de feminismo acadêmico, então precisava ser uma conversa mais próxima da realidade”, disse.
Ao abordar a violência de gênero, Cíntia foi direta ao apontar a impunidade como um dos principais problemas.
Autonomia feminina
Como mensagem final, ela reforçou a importância da autonomia feminina, especialmente no aspecto financeiro. “Eu falo muito sobre a necessidade da autonomia feminina. Para mim, mulher feliz é mulher autônoma. Eu sempre alerto sobre o erro que é depender financeiramente de parceiros”, afirmou.
A influenciadora também relacionou sua própria trajetória à defesa dessa independência. “Eu me sustento desde os 23 anos e me considero uma mulher feliz exatamente por poder usufruir da minha liberdade, de escolher o trabalho, o estilo de vida e ser dona do meu próprio nariz”, concluiu.











