Eu conheci o psicanalista Nestor Ribeiro Filho há muitos anos e, neste tempo, vi toda uma evolução dele nas experiências e convivências com os seres humanos.
O tempo foi importante para que ele tivesse mais facilidade de lidar com a equidistância das emoções e, assim, pudesse elaborar o seu trabalho de maneira mais efetiva.
Eu pedi então que ele explicasse o que passa na cabeça de famosos e milionários.
Por que uma mulher com filhos e super bem-sucedida larga o marido e vai ficar com outro?
Esta situação acontece mais do que parece e nunca a causa é simples. E acontece por vários motivos, além de dinheiro.
Falta de conexão emocional – o casamento esfriou, falta admiração, parceria ou a pessoa se sente sozinha.
Insatisfação e pequenas frustrações, vão se somando até ser difícil controlar.
Crescimento pessoal é diferente. As pessoas mudam. O que fazia sentido antes, pode não fazer mais hoje.
Busca por felicidade ou realização pessoal, enfim, estes vários motivos podem levar à separação.
Por que uma atriz bem-sucedida que foi largada pelo marido aceita um outro relacionamento?
Necessidade de amar e ser amada, não importa se é bem-sucedida ou não. Necessidade emocional, conexão, carinho, parceria e intimidade. Nada disso é substituído por fama ou dinheiro.
Seguir em frente. Depois de tudo processado, aprendem com a experiência e continuam abertas.
Autoestima saudável. Aceitar um novo não é fraqueza. Ela quer algo melhor.
Término. Ser largada não define o valor dela. Nem sempre os relacionamentos terminam por culpa de um só.
Do ponto de vista psicológico, aceitar um novo relacionamento depois de ter sido deixada é algo bastante comum e, na maioria dos casos, saudável.
Uma mulher lindíssima, na França, fica famosa na televisão, mas passou a ter angústias e não sabia mais o que fazer com relacionamentos. Passou a viver sozinha e nesta semana foi encontrada morta. O que aconteceu?
Apesar do sucesso, a vida pessoal dela pode ter sido marcada por desencontros, tragédias e sofrimento emocional.
Relacionamentos intensos, terminados de forma dolorosa. Parceiros podem ter morrido, talvez de forma trágica. Por estas razões, ela pode ter desenvolvido uma depressão.
Como funciona a cabeça e o comportamento dos influenciadores que ficaram ricos vendendo alguma coisa e comprando mansões?
Quando ficam muito ricos vendendo qualquer produto, isso costuma mexer com a cabeça deles e mudar o comportamento.
Mudança de percepção da realidade.
Começam a ter carros, mansões e viagens. Passam a viver em uma bolha e isso pode distorcer a noção do que é a vida da maioria das pessoas. Não estão preparados para essas mudanças rápidas.
Sensação de superioridade: “eu posso”.
Alguns acreditam que são melhores porque ficaram ricos. E isso leva a arrogâncias extremas, às vezes.
Vivem sob pressão constante. Manter a riqueza começa a ser difícil.
Ostentação, mudança nas relações. mas nem todo mundo vira isso.
Como funciona a cabeça dos jogadores de futebol que ficaram milionários e compraram mansões e aviões?
A cabeça de jogadores que enriquecem muito rápido (especialmente no futebol) é uma mistura de fatores psicológicos, sociais e culturais – não é só “ostentação”, embora às vezes pareça isso de fora.
Muitos jogadores vêm de origens humildes. De repente, passam a ganhar milhões.
Isso causa: sensação de “ganhei na loteria da vida”, medo de perder tudo e vontade de aproveitar ao máximo enquanto dura.
Um exemplo clássico é Neymar, que saiu de uma realidade simples e rapidamente virou uma das maiores estrelas do mundo.
Comprar mansões, carros ou até jatos não é só luxo – é simbólico.
Para muitos: é a prova de que deu certo. Uma forma de mostrar conquista para família e comunidade. Um “troféu visível”.
Isso é muito forte em culturas onde o sucesso é medido pelo que se vê.
Depois que o jogador fica rico: amigos e familiares passam a depender dele.
Surge pressão para manter um certo padrão.
O ambiente (outros jogadores, empresários) incentiva gastos altos.
Jogadores como Ronaldinho Gaúcho tiveram histórias de altos ganhos e problemas financeiros ligados à má gestão e influência externa.
A carreira de jogador é curta (às vezes 10–15 anos no topo).
Isso gera: pensamento de curto prazo (“tenho que aproveitar agora”), menos foco em planejamento de longo prazo e gastos impulsivos.
Quando você vira estrela: passa a ser tratado como especial.
Pode confundir valor pessoal com riqueza.
Começa a associar autoestima com status.
Isso pode levar a decisões exageradas.
Não é só querer ostentar.
É uma combinação de choque de riqueza rápida, pressão social, identidade, falta de preparo e cultura do meio.












