Pedro dos Santos Silva, conhecido artisticamente como Rasta, é um daqueles artistas que não cabem em uma única definição. Músico, tatuador, barbeiro e artesão, ele construiu uma trajetória marcada pela criatividade e pela conexão com a cultura popular nordestina, consolidando seu nome em Vitória de Santo Antão, em Pernambuco.
Nascido em 1992, Pedro demonstrou desde cedo interesse pelas artes. Ainda adolescente, teve seu primeiro contato mais profundo com a música, influenciado por bandas como Charlie Brown Jr., que ajudaram a moldar sua identidade musical e também o aproximaram do universo do skate, elemento que passou a fazer parte de sua vida e de sua estética artística.
Autodidata, tornou-se multi-instrumentista, desenvolvendo suas composições a partir de diferentes referências musicais. Suas músicas carregam vivências pessoais, influências regionais e temas ligados à identidade, às raízes e à própria história, características que marcam sua produção artística.
Em 2015, sua trajetória ganhou novos rumos quando passou a atuar também como tatuador, barbeiro e artesão. Com o tempo, o que começou como aprendizado se transformou em profissão e reconhecimento. Pedro recebeu quatro prêmios na área de tatuagem e um prêmio como barbeiro, consolidando seu trabalho também no campo das artes visuais.
A arte, para ele, nunca esteve restrita a uma única linguagem. A música, a tatuagem e o artesanato se tornaram diferentes formas de expressão de uma mesma identidade artística, sempre ligada à cultura popular e às experiências do cotidiano.
Casado e pai de duas filhas, Pedro também encontra na família uma das principais fontes de inspiração. Temas como afeto, raízes e pertencimento aparecem com frequência em sua produção, reforçando o caráter pessoal e emocional de sua arte.
Ao longo dos anos, Pedro Santos se consolidou como um artista independente que construiu sua trajetória fora dos grandes centros, levando sua arte para diferentes públicos e projetos. Entre a música, a tatuagem e o artesanato, ele segue reinventando a própria história e mostrando que a arte pode ser, ao mesmo tempo, profissão, identidade e forma de contar a própria vida.







