Thais Carla, 34, usou seu perfil pessoal no Instagram para celebrar a decisão judicial que considerou ofensivas as declarações feitas pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) contra ela, em 2023. A sentença, proferida pela Justiça de São Paulo em primeira instância, determinou o pagamento de R$ 12 mil por danos morais.
Por meio das redes sociais, a influenciadora comentou o resultado e destacou que a decisão reconheceu a gravidade do caso. “Não foi uma brincadeira, não foi uma opinião. Foi gordofobia”, afirmou. Em seguida, a comunicadora também ressaltou a dificuldade de enfrentar judicialmente uma figura pública com grande visibilidade.
Ainda durante o desabafo, ela destacou que a conquista vai além de sua experiência individual. Segundo Thais, a decisão representa um marco simbólico para pessoas que sofrem ataques relacionados ao corpo todos os dias.
Durante o desabafo, Thais leu trechos da decisão judicial, que apontam a existência de conteúdo ofensivo e a reprodução de estigmas contra corpos gordos. Para ela, o entendimento da Justiça reforça que atitudes desse tipo têm consequências legais.
Vale destacar que, além da indenização, o político foi impedido de associar o nome ou a imagem da influenciadora a conteúdos depreciativos. Em caso de descumprimento, poderá ser multado em R$ 4 mil por publicação.
A decisão tem origem em um episódio ocorrido em 2023, quando Thais Carla compartilhou uma imagem inspirada na estética da Globeleza. Após a repercussão da foto, o deputado reagiu com o comentário: “Tiraram a beleza e ficou só o Globo”.

Nikolas Ferreira fala sobre condenação
Como de costume, Nikolas Ferreira reagiu publicamente à condenação com críticas à decisão. O deputado comentou sobre o caso nas redes sociais e chegou a afirmar que o país seria uma piada.
“Eu ia comentar, mas melhor não. O Brasil é uma piada, bicho”, escreveu o parlamentar nesta terça-feira (31).
Na época do episódio, o deputado afirmou que, por conta do ensaio feito por Thais, “tiraram a beleza e ficou só o Globo”. A defesa da influenciadora, que ganhou visibilidade por seu ativismo contra a gordofobia, informou que pedia uma indenização de cerca de R$ 50 mil.
Embora tenha havido condenação, a Justiça rejeitou o pedido de retratação pública “por entender que, na esteira da jurisprudência pátria mais moderna, a fixação de indenização e a abstenção futura já reparam o núcleo essencial do dano moral suportado, enquanto a coerção a um pedido de desculpas carece de voluntariedade e eficácia moral”.


















