Às vésperas de voltar às novelas da TV Globo como o professor Lucas em “Por Você”, que estreia no próximo dia 17, Amaury Lorenzo relembrou um conselho marcante recebido de Tony Ramos nos bastidores de “Terra e Paixão” (2023). Em entrevista ao PLAY VIEWS, o ator contou que a frase do veterano se tornou um aprendizado que leva para a vida e para a carreira.
Segundo Amaury, a convivência com Tony Ramos foi determinante para sua forma de enxergar a profissão.
O ator afirmou que, por causa desse ensinamento, evita enxergar a carreira como um ponto de chegada. “Eu não sinto que eu cheguei, a gente está sempre em movimento. A vida é assim, a gente nunca está estacionado. Não é ambição de querer sempre mais, mas eu me contento com o que eu estou vivendo agora”, declarou.

Privilégio e responsabilidade
Amaury também destacou que reconhece o momento de privilégio que vive, mas faz questão de manter os pés no chão. Ele disse que o trabalho lhe permite garantir o sustento da família, além de ajudar artistas que, assim como ele, enfrentaram dificuldades no início da trajetória.
“Trabalhando, garantindo minha comida, meu aluguel, da minha família, dos meus amigos, dos muitos artistas que eu ajudo, artistas que vêm do mesmo lugar que eu, da fome, e da falta de oportunidade nesse país que não trata tão bem seus artistas. Então eu sei do meu lugar de privilégio”, destacou.

Sem fórmula para o sucesso
Ao comentar sobre os desafios da profissão, o artista evitou apresentar uma receita para alcançar o sucesso. Segundo ele, cada ator constrói a própria trajetória e, especialmente para artistas pretos, esforço nem sempre significa conquistar as mesmas oportunidades.
“Eu não posso dizer: batalha que você consegue. Não, para nós atores pretos batalhar nem sempre é conseguir. Então não tem uma fórmula, o que tem é o seu trabalho incessante”, afirmou.
O verdadeiro significado de chegar ao topo
Amaury ainda ressaltou que o reconhecimento pode acontecer de diferentes maneiras e relembrou o período em que fazia apresentações infantis.
“Às vezes, amanhã você acorda às 6 da manhã, como eu muito já fiz, me vesti de Lobo Mau para fazer ‘Os Três Porquinhos’ de uma escola lá em Nova Iguaçu. Isso era muito importante para mim. Isso é chegar num lugar. A gente, enquanto sociedade, quer chegar no topo. O topo é o que a gente pode, o topo é o que cada um pode, e a gente vai construindo essa extraordinária vida”, concluiu.








