Como a Chanel Recuperou o Posto de Marca Mais Desejada Depois de um Ano de Dúvidas

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Há um ano, quando Matthieu Blazy assumiu a direção criativa da Chanel, a marca enfrentava o mesmo problema de outras gigantes do luxo europeu: preços altos para produtos que não correspondiam em inovação, levando à queda das vendas. Nesta semana, porém, a grife figurou no topo do Lyst Index, puxada por duas coleções que a plataforma descreveu como “o equilíbrio entre novidade e continuidade”.

A Lyst é uma plataforma de compras que utiliza IA para analisar dados de mais de 160 milhões de usuários. Ela avalia marcas em três dimensões: desejo, demanda e descoberta,  entendendo como a atenção na moda se forma e se espalha online.

Segundo a plataforma, a Chanel segurou o topo no segundo trimestre devido ao lançamento de suas coleções Coco Beach e Métiers d’Art, enquanto os óculos de sol da marca geraram um salto de 70% na demanda na Lyst.

A Miu Miu, por sua vez, chegou à segunda posição, aproveitando um aumento de 30% na procura por bolsas de crochê e óculos de sol. A parceria com a New Balance e com a tenista Coco Gauff também ajudou a impulsionar o desejo pela marca.

Entre as marcas que mais cresceram está a Massimo Dutti, que saltou para o 10º lugar – crescimento impulsionado pela aparição de Bella Hadid durante o Festival de Cinema de Cannes, segundo a Lyst. Já a Celine subiu cinco posições para o 15º lugar,  com um aumento de 31% na procura.

Fora do top 20, destacam-se Issey Miyake, a marca tailandesa Voranida e Literary Sport. Vale destacar ainda a primeira aparição da etiqueta homônima de Phoebe Philo, na 18º posição, reflexo de uma estratégia de expansão na região da Ásia-Pacífico.

ReproduçãoMiu Miu Runway (primeira foto); Phoebe Philo Collection (segunda foto)

A recuperação da Chanel pelas mãos de Blazy

Com o fim do boom pós-pandemia, compradores recuaram diante de aumentos nos preços dos produtos, movimento que atingiu também marcas como Dior e Gucci. Era hora de apostar em novos talentos criativos para reacender as vendas. 

Em outubro de 2025, Matthieu Blazy assumiu a missão de liderar um verdadeiro reboot de estilo na gigante francesa, o que por si só já provocou um frenesi de compras e discussões online. Na primavera passada, o diretor criativo estreou nas passarelas com silhuetas mais soltas, tecidos tramados e sobrepostos, e uma variedade de novas bolsas. Ao passo que a coleção ressoou entre especialistas, muitos entusiastas reclamaram da ruptura com o repertório clássico de tweed. 

Getty ImagesMatthieu Blazy

Nos meses seguintes, a Chanel batalhou para ampliar o apelo das novas coleções entre os clientes hesitantes, enquanto investiu em treinamento para as equipes de vendas ao redor do mundo. Segundo Bruno Pavlowsky, presidente da unidade de moda da marca, não se tratava de uma nova Chanel, mas sim um novo passo em direção ao futuro.

A chegada da primeira coleção prét-à-porter de Blazy às lojas, em março, provocou uma corrida às compras. As queixas dos clientes passaram de preços altos para a dificuldade de encontrar os modelos desejados, como os saltos bicolores em verde-menta ou vinho, que se tornaram verdadeiros sucessos. Em abril deste ano, a marca chegou ao desfile de estreia da coleção Cruise de Blazy, em Biarritz, reunindo cerca de 900 convidados.

Ao longo do primeiro trimestre, a Chanel colheu os frutos dessa atualização, mantendo a identidade visual da marca e oferecendo aos novos e antigos clientes uma porta de entrada.

O post Como a Chanel Recuperou o Posto de Marca Mais Desejada Depois de um Ano de Dúvidas apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Relacionados

CHFW-768x432-1
Copia-de-PAOLA-DE-OLIVEIRA-BAILE-DA-SEPHORA-2024-FOTOS-2-768x960-1

Receba atualizações na palma de sua mão e fique bem informado Siga o Canal do portal Ibotirama Notícias no WhatsApp

2025 | Ibotirama Notícias Todos os direitos reservados  Por DaQui Agência Digital

Rolar para cima