O resultado da harmonização glútea de Virginia Fonseca voltou a chamar atenção nas redes sociais após a influenciadora publicar vídeos exibindo o corpo. A repercussão ganhou força quando uma amiga brincou e falou: “Vai explodir”. Dias antes, Virginia também havia retornado ao consultório responsável pelo procedimento para avaliar a evolução e a necessidade de novos retoques.
A exposição do procedimento coloca em evidência um tipo de tratamento que desperta interesse entre pacientes que desejam melhorar o volume, o contorno, a firmeza e a textura da pele dos glúteos sem recorrer a uma cirurgia. Para o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o resultado precisa ser analisado além do tamanho.
A chamada harmonização glútea não corresponde a uma única técnica. O planejamento pode envolver recursos diferentes conforme a queixa apresentada e deve considerar a proporção entre cintura, quadril, coxas e glúteos, além da qualidade da pele. No caso de Virginia, o profissional responsável informou que o tratamento busca melhorar o contorno e a firmeza.
Entre os protocolos utilizados por David Di Sessa em seu consultório, sem relação com o tratamento realizado por Virginia, está o B2S, desenvolvido e executado exclusivamente pelo cirurgião. A técnica combina, em uma única aplicação, três produtos voltados a necessidades diferentes dos glúteos e busca melhorar firmeza, volume, contorno e aparência da celulite sem prótese ou internação.
No protocolo, o bioestimulador de colágeno é utilizado para estimular a produção de colágeno e melhorar a firmeza da pele. O ácido hialurônico atua no volume e no desenho do contorno, enquanto a toxina botulínica é empregada dentro do planejamento médico com o objetivo de auxiliar na aparência da celulite. A combinação e a quantidade utilizadas dependem das características de cada paciente.
O retorno de Virginia ao consultório, pouco mais de um mês após o procedimento, também chama atenção para outro aspecto dos tratamentos injetáveis. Avaliar o resultado não significa necessariamente realizar uma nova aplicação, e a evolução precisa ser acompanhada antes de qualquer decisão sobre manutenção, já que alguns efeitos são imediatos e outros aparecem gradualmente.
“Fatores como tônus muscular, espessura da pele, grau de celulite, proporção corporal e resposta individual influenciam o resultado. Por isso, não existe uma quantidade de produto ou uma frequência de aplicação que sirva para todos. Aumentar volume repetidamente sem reavaliar essas características pode comprometer a naturalidade e afastar o tratamento do objetivo inicial”, ressalta David.

O profissional ressalta que uma imagem pode servir como inspiração estética, mas o planejamento deve ser personalizado. “Quando o tratamento respeita a estrutura corporal e a individualidade do paciente, o resultado tende a ser mais harmônico e seguro…”










