Durante o primeiro dia do Rock in Rio 2026, realizado nesta última sexta-feira (4), o estilista Gustavo Silvestre conversou com o iG sobre sua parceria com a C&A e a nova cápsula de upcycling criada especialmente para o festival. A coleção foi desenvolvida a partir de peças antigas e itens que estavam no estoque da marca e ganhou edição limitada, com apenas 50 unidades numeradas.
A iniciativa representa mais uma etapa da relação entre o estilista e a C&A, que começou em um dos eventos mais importantes da moda internacional. Em março deste ano, Gustavo foi responsável por transformar peças do acervo jeans da marca em um vestido de gala usado pela modelo Carol Ribeiro no tapete vermelho do Oscar.
“Minha história com a C&A começou quando a gente desenvolveu um vestido para a Carol Ribeiro, para o Oscar”, contou Gustavo ao iG.
Segundo o estilista, o projeto mostrou o potencial do reaproveitamento de materiais e abriu espaço para novas criações. A partir da experiência, a parceria avançou para uma coleção de jeans circular e, posteriormente, para a cápsula exclusiva apresentada no Rock in Rio.
Peças ganham nova vida
Para a coleção do festival, Gustavo trabalhou com peças de coleções antigas da C&A e materiais que já não tinham utilização comercial. O processo envolveu desmontar roupas, selecionar os tecidos e reconstruir os itens por meio de novos cortes, costuras e modelagens.
“Para o Rock in Rio, a gente fez uma cápsula específica, que são peças numeradas, e aí a gente fez upcycling, que a gente usou peças da C&A, de coleções antigas, de estoques, peças que não tinham mais uso, e a gente refez, fez tudo novo, recortando, costurando, refazendo modelagens”, explicou.
O resultado é uma coleção que reúne diferentes propostas para o público do festival, entre elas top cropped, calça flare, jaqueta, minissaia e calça cargo. As peças foram desenvolvidas para transitar entre os diferentes momentos do evento, do período da tarde até os shows da noite.
Além do processo de reaproveitamento, a edição limitada é um dos principais diferenciais da cápsula. Cada peça recebe uma numeração entre 1 e 50 e pode ser encontrada exclusivamente nas lojas da C&A instaladas na Cidade do Rock durante a Semana Jeans.
“Então, são peças históricas, só quem veio que vai ter acesso a essas peças, e são peças numeradas. São poucas unidades, de 1 a 50, e são quase artesanais”, afirmou o estilista.
Para Gustavo, a proposta também cria uma relação afetiva entre a roupa e a experiência de quem esteve no festival. “Só quem veio vai guardar essa memória, poder contar essa história, olha, eu estive no Rock in Rio e comprei essa coleção exclusiva que a C&A fez para esse momento tão especial”, destacou.
“Não tem fronteira para o jeans”
Durante a conversa, Gustavo também falou sobre um dos debates recorrentes quando o assunto é moda para eventos: afinal, o jeans combina com qualquer ocasião? Para o estilista, a resposta é sim.
“Ele cabe em qualquer ocasião, cada vez mais”, afirmou. Gustavo destacou que o material deixou de ocupar apenas espaços considerados casuais e passou a aparecer também em propostas mais sofisticadas da moda.
Para ele, a força do jeans está justamente na capacidade de se adaptar a diferentes estilos e públicos. “É tão popular, tão democrático, faz parte da nossa cultura, em todo lugar do mundo tem jeans, e as pessoas estão vendo isso”, disse.
O estilista ainda ressaltou que a peça não está limitada a um determinado perfil de consumidor.
E, quando o assunto é o maior festival de música do país, Gustavo não deixa dúvidas sobre sua escolha. “Então, no Rock in Rio, o jeans está liberado. Nossa, é peça fundamental”, finalizou.








