Eu sempre tive uma admiração imensa pela atriz Regina Duarte e por toda a sua trajetória.
Lembro de Malu Mulher, em que ela interpretou uma personagem notável. Também me lembro de Porcina, em Roque Santeiro, em uma interpretação incrível, e de Helena, em Por Amor, uma personagem inesquecível.
Essa, para mim, sempre foi a Regina Duarte de quem eu gostei.
Todo mundo erra alguma vez na vida. E, até por inocência e por não saber o que seria a política, ela aceitou ser ministra de um presidente e foi uma péssima ministra.
Isto aqui não é uma coluna de política e, por isso, não vou citar ideologias. Mas o fato de ela ter sido uma péssima ministra a gente não pode esquecer.
Então, agora, ela decidiu voltar a atuar. E escolheu uma peça para fazer ao lado da filha, que, vamos combinar, está longe de ser uma Regina Duarte.
E Regina Duarte conseguiu escolher um texto execrável.
É inimaginável que Regina Duarte, com toda a sua experiência de vida, aos quase 80 anos, escolha um texto que mostra uma esposa que mata o marido e depois deixa o corpo em pedaços e o coloca em uma mala para desaparecer com ele.
Ora, a gente e o país todo lembramos muito bem de um caso desses de assassinato.
A esposa em questão foi condenada pelo que fez e até virou seriado de TV.
Que triste volta de Regina Duarte aos palcos.





