A Globo avalia uma nova reprise de Roque Santeiro (1985) como alternativa para aumentar a audiência de sua programação vespertina. O clássico está entre as novelas que a emissora analisa para a faixa da tarde. Alguns executivos defendem há tempos o retorno da obra protagonizada por Regina Duarte e Lima Duarte, que se tornou um dos grandes sucessos da teledramaturgia brasileira nos anos 1980. Segundo a Folha de S.Paulo, a possível volta de Roque Santeiro é um desejo antigo nos bastidores da emissora. A avaliação interna aponta que a novela pode atrair um novo público, a exemplo de Tieta (1989), e obter bons números. A Globo, porém, ainda estuda outras produções com potencial de audiência para ocupar espaço na programação vespertina. Duas reprises atuais deixarão a grade nos próximos meses. Além do Tempo (2015) chegará ao fim em outubro, enquanto Avenida Brasil (2012) terá seu último capítulo em novembro. As duas novelas registram índices abaixo do esperado pela Globo. Nesse cenário, a emissora procura opções para suas tardes e analisa títulos conhecidos do público antes de definir quais histórias ocuparão as faixas disponíveis.
Roque Santeiro já perdeu para Chaves em reprise
Exibida originalmente entre junho de 1985 e fevereiro de 1986, Roque Santeiro deveria ter chegado à televisão dez anos antes. A Ditadura Militar (1964-1985) proibiu a produção em 1975, e a Globo só conseguiu levar a história ao ar uma década depois. A novela se transformou em fenômeno de audiência e faturamento. O capítulo final alcançou médias próximas de 80 pontos na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro. A história acompanha Asa Branca, cidade fictícia que sustenta parte de sua vida econômica nos supostos milagres de Roque Santeiro (José Wilker), considerado um mártir pelos moradores. Após 17 anos, o homem reaparece vivo e ameaça interesses locais. A Globo já reprisou a novela no Vale a Pena Ver de Novo em 2001, quando registrou índices considerados ruins e chegou a perder para Chaves (1973-1980), do SBT.
A novela foi baseada na peça teatral O Berço do Herói, escrita em 1965 por Dias Gomes (1922-1999), também autor da trama, e foi desenvolvida junto com Aguinaldo Silva; com a colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. A direção foi de Gonzaga Blota, Marcos Paulo e Jayme Monjardim, e com a direção geral de Paulo Ubiratan (1947-1998).








