Rico Melquiades, 34 anos, publicou uma retratação na manhã desta sexta-feira (18), após se tornar alvo de uma investigação do Ministério Público Eleitoral (MPE) de Alagoas por possível coação eleitoral. O ex-Fazenda pediu desculpas aos trabalhadores e afirmou ter consciência de sua responsabilidade como figura pública.
“Hoje eu quero vir a público pedir desculpas a todos os brasileiros e aos trabalhadores”, declarou. Ainda na publicação, o empresário afirmou que nenhum funcionário deve sofrer “qualquer tipo de coação ou imposição por parte do seu empregador” e defendeu o respeito à liberdade de expressão, à opinião política e ao voto livre e secreto.
“Na posição de influenciador, eu tenho plena consciência da minha responsabilidade com o público e do meu compromisso com as leis trabalhistas e também eleitorais”, acrescentou.
Rico Melquíades também comentou a presença das mulheres no vídeo que motivou a investigação. De acordo com ele, todas elas seriam integrantes de sua família, incluindo sua tia, irmã, mãe e prima, e teriam autorizado a publicação das imagens.
“Todas as meninas que aparecem no vídeo são da minha família: é minha tia, minha irmã, minha mãe e minha prima. Todo vídeo que eu posto com elas tem o consentimento”, disse.
Na sequência, o influenciador encerrou a publicação dizendo que o país vive em uma democracia e que é necessário respeitar os limites previstos pela Constituição.
Investigação
É importante destacar que a investigação começou após um vídeo publicado por Rico nas redes sociais no último sábado (12). Na gravação, o famoso aparece ao lado de quatro mulheres e pergunta quem paga os salários delas. Em seguida, questiona as trabalhadoras sobre suas preferências políticas.
Em determinado momento, ele associa uma das mulheres ao Partido dos Trabalhadores (PT) e afirma que ela estaria demitida, além de pedir que ela pegasse seus pertences e levasse a carteira de trabalho. O conteúdo levou o Ministério Público Eleitoral de Alagoas a instaurar um procedimento para apurar possível prática de coação eleitoral.
Conforme informou o MP Eleitoral, o caso foi encaminhado à Polícia Federal para apuração na esfera criminal, diante da possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral, que trata da coação para influenciar o voto. O órgão também informou que levará o caso à Justiça Eleitoral para buscar providências.
Além da investigação eleitoral, o Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um inquérito civil para investigar a conduta sob a perspectiva trabalhista e avaliar as medidas cabíveis.
Na ocasião, o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, afirmou que a relação entre empregador e trabalhador não deve ser utilizada para interferir nas escolhas políticas. O MP Eleitoral também reforçou que o voto é livre e secreto. Vale reforçar que a investigação ainda está em andamento.





